Porque toda mãe, acima de tudo, é mulher, tem sentimentos, medos, angústias, paixões, sonhos, frustrações, metas, desejos, vontades e precisa pensar e cuidar de si mesma um pouquinho.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

De ultima hora

Este nao eh um post planejado como todos os outros. Estou pensando e ja escrevendo direto pra postar, sem pensar muito, sem editar, sem nada. Sabe pq? Pq hj eh uma sexta feira em que eu resolvi fazer tudo diferente.

Sextas feiras geralmente sao o pior dia da semana. Eu quero resolver TUDO que sobrou da semana, TUDO mesmo. Tudo que nao deu tempo, tudo que eu nao quis, nao pude ou nao consegui fazer. Junta com mais as tarefas normais do dia a dia, e o que resulta no final do dia? Eu nao consegui, OBVIO, estou estressada, cansada, aos berros com o Will, super irritada e transformo o final de semana aqui em casa em um caos. Serio! Isso tem se repetido por varios finais de semana ultimamente.

Mas hoje eu resolvi colocar em pratica um sabio conselho que recebi de uma pessoa que admiro muito, uma das mulheres guerreiras (vide post anterior) que eu conheco: Va degavar com vc mesma.

Ja estamos no final da tarde e nem a cama eu arrumei ainda. Estou agitada sim tentando realizar varias tarefas, mas estou preocupada se nao conseguir fazer tudo? Nao. O Will ta pintando o sete hoje, super normal dele nas sextas feiras (hahaha), e eu to fingindo que nao estou vendo nada. Nem pensei na janta ainda. Mas quer saber? Nao estou mesmo preocupada.

Se o marido vai ficar feliz quando chegar em casa? Isso eu conto pra vcs depois. Pensa num homem que implica com bagunca e sujeira! Mas tambem nao estou preocupada, afinal eu acho que ele vai preferir chegar em casa e ver uma esposa feliz, animada e de bom humor do que uma casa impecavel. 

O que vcs acham??

Tem a parte boa. O que eu fiz hoje foi tao bem feito que nao precisarei refazer tao cedo, que beleza!

E a sogra acabou de ligar convidando pra jantar la. Eba, to de folga da cozinha por hoje.

Lembre-se de ir devagar com voce mesma! Nao se cobre, nao se exija demais. Aproveite os bons momentos e se preocupe com o que realmente importa.

Bom final de semana!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

"O que te define?"

   Um dia desses vi um vídeo de uma palestra motivacional dada por uma garota que é considerada a mulher mais feia do mundo.  Você já viu? Entre várias coisas que ela disse, o que me marcou mais que tudo foi a questão “O que te define? O que define quem você é?”. Fiquei pensando nisso na minha vida e buscando respostas durante todo o dia. Encontrei mais perguntas. O que define o que eu faço? O que define o que eu penso? O que define o que eu sou? E depois de muito pensar, conclui certo que hoje o que me define é como o meu filho, o meu marido e o meu Pai Celestial me veem, o que eles enxergam em mim, o que eu sou para eles. E dai vem outras questões para ponderar. O que eu quero passar para o meu filho? Estou agradando meu marido e correspondendo às suas expectativas? Estou vivendo conforme meu potencial divino de filha de Deus? O que estou mostrando de verdade para eles? Como eu sou de verdade? Pense nisso você também.
   Tenho pensado muito sobre quem somos, sobre nossa definição, sobre nosso papel no mundo, sobre nossos atos, sobre ser mulher e que tipo de mulher.

(não foi fácil encontrar uma imagem de mulher guerreira recatada!)
 
   Sempre admirei mulheres fortes e guerreiras, sempre me senti incomodada com a fraqueza que algumas mulheres demonstram. Sempre desejei ser uma mulher forte, guerreira, que vai à luta não importa a causa, não importa onde esteja. Nem sempre falei abertamente sobre isso para não ser taxada de feminista (ou machista), nem acho que sou, mas tem pessoas que não aceitam ideias diferentes das quais esta acostumada e por isso é fácil dar um nome qualquer para quem vem com outra mentalidade. Mas, enfim, não vem ao caso falar de outrem. Falo por mim. Por ter o desejo somente já me considerava forte e decidida. No entanto, conforme fui vivendo certas coisas descobri o quão frágil eu era, e ainda sou, e o quão longe eu estava de ser aquela mulher guerreira dos meus sonhos. Hoje eu entendo que essa força não nasce com a gente e nem vem de um dia para o outro. Ela precisa ser aprendida e desenvolvida. Não fui ensinada para isso. Achava que sim, e hoje descobri que não. Achava que tinha crescido rodeada por mulheres fortes e guerreiras e, de certa forma sim, mas o problema é que essas mulheres, pelas quais tenho grande admiração, deixaram suas fraquezas expostas demais e perderam sua força com o passar do tempo. E deveria ser muito pelo contrário, a vida tem que nos deixar mais vivas, mais fortes, mais lutadoras, mais persistentes, mais vitoriosas, mais charmosas, mais maduras, mais admiráveis, melhores em tudo.
   Antes que alguém venha cheia de pedras nas mãos para me atacar, já digo que não estou querendo dizer que não podemos ser frágeis, ter nossos dias de cansaço, desânimo, vontade de desistir, vontade de chorar, vontade de ficar no quarto escuro e dormir o dia todo, vontade de surtar. Podemos e precisamos, às vezes. O que eu estou dizendo é que precisamos ser fortes e saber a hora que chega de nhem nhem, levantar a cabeça e seguir a luta.
   Percebi, então, que o jeito era aprender sozinha, enfrentar sozinha, lutar sozinha, vencer sozinha. Não reclamo pois acho que aprendi mais rápido. Talvez se tivesse recebido ajuda demoraria mais a aprender e quando ficasse sozinha de verdade não estaria pronta para mostrar minha força. Todas nós mulheres temos uma força dentro de nós que precisamos encontrar. E depois que encontramos é como os músculos que precisam ser exercitados para ficarem tonificados e fortes.
   Não sou ainda a mulher mais forte e guerreira, mas a cada dia vejo grandes progressos, mesmo nas pequenas decisões do dia a dia percebo o quanto já mudei, o quanto melhorei, o quanto me fortaleci, o quanto venci. Cada vitória é uma delícia!
   Isso não quer dizer que virei uma fortaleza indestrutível, com um coração de ferro e sem sentimentos. De jeito nenhum. Para algumas coisas até fiquei mais mole.

   Mas o que é uma mulher guerreira? Qual o verdadeiro conceito? Quais suas principais características? Ao meu ver, é a mulher que basicamente não reclama. Ok. Você pode rir, porque reclamar é totalmente natural da mulher, mas o que eu quero dizer é que há jeitos e jeitos de reclamar, e é possível diminuir pelo menos a maneira de reclamar. Vamos ao que eu aprendi.
   Prezadas mulheres poderosas, parem de reclamar de sua vida nas redes sociais, parem de reclamar do seu dia para seus maridos, namorados, companheiros, familiares que também tiveram um dia cheio e cansativo, parem de reclamar das tarefas domésticas, parem de reclamar dos filhos, da falta de dinheiro, das contas para pagar, das cólicas, dos quilos a mais (ou a menos), da falta de roupa e sapatos no armário, do marido (seja lá qual forem os defeitos dele), parem de reclamar da vida. Encontrem uma solução para cada coisa antes de reclamar. Isso é ser uma mulher forte, uma mulher guerreira.

   Eu também não consegui essa proeza ainda. Às vezes escapa uma reclamação aqui e ali. Mas estou tentando evitar, e já vejo as vantagens e benefícios. Sim, pois quando reclamamos menos, e tentamos ver o lado bom e positivo das coisas nos sentimos muito bem. E por que não fortes e guerreiras? E vou te contar um segredo: a melhor sensação do mundo é poder dizer para si mesma “eu venci”.

   Se não há uma solução para todos os problemas, há para a maioria. Se a solução depende de outra pessoa, faça o que for possível e aceite que ninguém muda ninguém. A vida tá difícil? Por que? Aposto que você mesma está dificultando ou fez algo ou uma escolha para torna-la assim. Pense um pouquinho, repense, volte no tempo. Você não está onde e como gostaria? Por que? Mude! Faça algo por você! Busque uma solução! Não entre em conflito, nem com você nem com ninguém, apenas busque uma saída e nada de reclamar! Economize, não gaste desnecessariamente. Tem cólicas todo mês? Previna-se com remédios e tome-os no horário certo. Seu(s) filho(s) não te obedece(m), ou qualquer coisa relacionada a ele(s), busque ajuda, leia, converse com outras mães. Seu relacionamento vai mal? Converse, resolva, não reclame, mude. Não tem roupa? Antes de sair comprando mais, faça uma limpa no armário e doe tudo que não usou no último ano, doe para quem realmente não tem. Está acima do peso? Feche a boca, mude seus hábitos, busque ser mais saudável. E por aí vai. Só não vale reclamar!

   Tente pelo menos, faça um teste. Se não for bom, e eu duvido que não seja, você decide se quer continuar reclamando ou mudar, ser uma mulher forte, guerreira e mais feliz (tem muitos outros benefícios, mas cabe a cada uma descobrir os seus)!!!

Beijos e até o próximo post!

 

Leitura da Semana

Hoje vamos inaugurar a primeira série do blog. Não vai ter um dia fixo, por enquanto, mas acontecerá, pelo menos, uma vez por semana. Nessa série postarei citações de algum livro ou artigo sobre maternidade, filhos, educação e/ou qualquer assunto relacionado.

Eu tenho já alguns livros lidos ou com leitura em andamento e vou compartilhar alguns pedacinhos que eu achar interessante.

Lembrando apenas que o que vou postar aqui não significa que eu seja completamente a favor do autor e siga a risca suas orientações, ideias e filosofia. São apenas coisas que considero interessantes e que desejo compartilhar com minhas amigas.

Caso desejem sugerir alguma leitura, fiquem à vontade. Caso queiram compartilhar algum trecho que vocês gostam muito e acham que pode ser útil para outras mamães, podem me enviar no e-mail (ellennelliec@gmail.com) e postarei aqui, colocando os devidos créditos.

Para começar, tinha que ser um trecho do livro A Maternidade e o encontro com a própria sombra, da Laura Gutman:


"Muitos aspectos ocultos de nossa psique feminina são desvelados e ativados com a chegada dos filhos. Estes momentos são, habitualmente, de revelação e de experiências místicas se estivermos dispostas a vive-los nesse sentido e se encontrarmos ajuda e apoio para enfrenta-los."

"Cada bebê é uma oportunidade para sua mãe ou figura materna retificar o caminho do conhecimento pessoal. Muitas mulheres iniciam, com a experiência da maternidade, um caminho de superação, apoiadas por perguntas fundamentais. E muitas outras desperdiçam sem cessar os espelhos multicoloridos que aparecem diante delas neste período, ignorando sua intuição e achando que ficaram loucas, que não podem nem devem sentir este emaranhado de sensações disparatadas.
O bebê consegue manifestar todas as nossas emoções, sobretudo as que ocultamos de nós mesmas. Aquelas que não são apresentáveis socialmente. As que desejaríamos esquecer. As que pertencem ao passado."

"O bebê manifesta a sombra, aquilo que não é reconhecido conscientemente pela mãe."

"Roberto Bly dizia que passamos os primeiros vinte anos de nossa vida enchendo uma mochila com todo tipo de vivências e experiências... E depois passamos o resto do tempo tentando esvazia-la. Esse é um trabalho de reconhecimento da própria sombra. Se nos recusarmos a esvaziar a mochila, ela se tornará cada vez mais pesada, e cada tentativa de abri-la será mais perigosa. Ou questionaremos com sinceridade nossos aspectos mais ocultos, sofridos ou doloridos, ou então esses aspectos procurarão se infiltrar nos momentos menos oportunos de nossa existência."

Quando eu trouxer outro trecho desse livro falo mais sobre a Laura Gutman e sobre porque gosto dessa leitura. Até o próximo post!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Leitura da Semana

Para mamães:

"Precisam ser paciente nesta fase tão especial e não exigir de si um rendimento igual ao habitual. Abrir-se à sensibilidade que é aguçada e à percepção das sensações que são vividas com um coração imenso e um corpo que elas, mães sentem pequeno porque são, ao mesmo tempo, bebê e pessoa adulta." (sobre quando chega um bebê)

"O bebê sente como se fossem seus todos os sentimentos da mãe, sobretudo aqueles dos quais ela não tem consciência. A maioria das mulheres não aproveita esta vantagem de ter a alma exposta; é arriscado encarar a própria verdade. No entanto, este é um caminho que inevitavelmente elas percorrerão, embora seja pessoal a decisão de fazê-lo com maior ou menor consciência."

"Criar bebês é muito árduo porque, assim como a criança, para ser, entra em fusão emocional com a mãe, esta, por sua vez, entra em fusão emocional com o filho para ser. A mãe passa por um processo análogo de união emocional. Ou seja, durante os dois primeiros anos, é fundamentalmente uma 'mãe-bebê'. As mulheres puérperas têm a sensação de enlouquecer, de perder todos os espaços de identificação ou de referência conhecidos; os ruídos são imensos, a vontade de chorar é constante, tudo é incômodo, acreditam ter perdido a capacidade intelectual, racional. Não estão em condições de tomar decisões a respeito da vida doméstica. Vivem como se estivessem fora do mundo; vivem, exatamente, dentro do 'mundo-bebê'.
E é indispensável que seja assim. A fusão emocional da mãe com o filho é o que garante que a mulher estará em condições emocionais de se desdobrar para que a cria sobreviva.
O desdobramento da alma feminina ou sua fusão emocional com a alma do bebê é indefectível, mesmo que este processo seja inconsciente. A decisão de trazê-lo à consciência é pessoal. Vale a pena esclarecer que este processo nos surpreende porque não o esperávamos, e em geral costumamos rotular de mil maneiras as sensações incongruentes das mães e as queixas indecifráveis dos bebês. Em muitos casos, são diagnosticadas 'depressões pós-parto', quando a única coisa que acontece é um brutal encontro da mãe com a própria sombra."

"À medida que uma mulher vai assumindo a própria sombra, observa-a, indaga, investiga, questiona a si mesma, libera o filho da manifestação dessa sombra."

"É preciso que as mães enlouqueçam um pouco, e para isso elas precisam do apoio daqueles que as amam, que lhes permitam abandonar sem risco o mundo racional, as decisões lógicas, o intelecto, as ideias, a atividade, os horários, as obrigações. É indispensável submergir nas águas do oceano do recém-nascido, aceitar as sensações oníricas e abandonar o mundo material."

"As mulheres puérperas têm a capacidade de sintonizar a mesma frequência do bebê, o que lhes facilita cria-los, interpretar suas necessidades mais sutis e se adaptar à nova vida. Por isso é frequente a sensação de estar flutuando em outro mundo, sensíveis e emotivas, com as percepções distorcidas e os sentimentos confusos."

"A única pessoa que sabe - sem saber que sabe - é a mãe. Por isso, a principal contribuição que podemos lhe dar consiste em ajuda-la a avaliar suas necessidades e sua intuição, para tomar decisões com respeito à criação de seu bebê."

"Nossa sociedade tem pressa em voltar à normalidade. Todos querem que a mãe volte a ser a mesma que antes, que emagreça depressa, que interrompa a lactação, que volte ao trabalho, que se mostre esplêndida... Enfim, que esteja afinada com os tempos que vivemos. É a era da internet, do e-mail, da telefonia celular, da televisão via satélite, dos aviões e das estradas de alta velocidade. O mundo anda na velocidade da luz enquanto as mãe submergem nas trevas do recolhimento, conservando suas novas formas e pedindo silêncio."

"O mundo poderá se transformar. Chegaremos a Marte, Júpiter ou Netuno, mas necessitaremos sempre de nove longos meses para gerar nossos filhos, de outros nove meses para que comecem a se deslocar com autonomia e de longuíssimos anos para que sejam capazes de enfrentar o mundo sem a ajuda dos pais."

Trecho do livro A Maternidade e o encontro com a própria sombra, de Laura Gutman.

domingo, 6 de julho de 2014

Eu sou Mórmon


Domingo me faz pensar sobre ser membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Primeiro domingo do mês então, me faz pensar sobre meu testemunho, sobre as coisas que eu sei, que tenho certeza, de como estou cumprindo e/ou falhando em cumprir a minha parte.
            Nunca fui muito de falar para as pessoas sobre a Igreja. Nunca escondi, mas também devo ter deixado passar algumas oportunidades missionárias. Muito disso é porque eu não gosto de discutir opinião e sempre tive medo de ser questionada, não saber responder e perder a razão, perder a força para dizer com firmeza de que as coisas que sigo e acredito são verdadeiras.
            Frequento a Igreja desde que nasci, cresci nesse meio, nunca tive questionamentos ou dúvidas. Para mim tudo sempre foi simples. É o correto, é o que eu quero para a minha vida.
            Às vezes, falhamos em algumas coisas, não damos o exemplo correto, damos margem para que as outras pessoas nos critiquem ou achem que não somos membros assim tão fiéis. No entanto, ninguém é perfeito, cometemos erros sim, e todos temos a chance de nos arrependermos e de fazermos diferente. Alguns erros a gente supera rápido, depois de um tempo já nem lembramos mais, outros são mais difíceis de esquecer, e outros ainda é mais difícil deixar de fazer. Mas é exatamente para isso que temos a igreja, as reuniões e atividades, nossas designações, nossos chamados, nossos deveres, para que possamos nos aperfeiçoar, aprender e mudar para melhor. É um esforço contínuo, diário. Todos os dias preciso lembrar de fazer coisas que me deixem conectadas ao Espírito, que me aproximem de meu Salvador, que me lembrem do propósito dessa vida. E como é difícil, pois a vida é tão corrida, o tempo é tão curto, há sempre tantas coisas para fazer. Mas eu sei, por mim mesma, que quando paro uns minutinhos para orar, para ler as escrituras ou fazer qualquer coisa relacionada, isso é para o meu bem, e realmente faz toda a diferença no meu dia. E quando essas coisas são constantes em nossa vida e se tornam hábitos, acontece algo especial, somos mudados, nossos olhos e nossa mente se abrem, passamos a entender melhor certas coisas, porque acontecem, porque tudo é como é. O processo é demorado, não acontece de um dia para o outro, leva uma vida toda, exige constância e persistência. Não é algo que dá pra fazer algumas vezes e é o bastante, não, precisa ser contínuo durante toda a vida. O trabalho não acaba, sempre tem mais alguma coisa que podemos aprender.
            Temos um livro de escrituras, semelhante à Bíblia, chamado O Livro de Mórmon, que contém registros de um povo que foi trazido às Américas pelo Senhor em, mais ou menos, 600 a.C. Este livro contém muitos ensinamentos para nossos dias e por isso somos incentivados a lê-lo todos os dias e por toda a vida. Eu não sei exatamente quantas vezes já li ele inteiro, mas sempre aprendo alguma coisa nova e sempre encontro algo para aplicar em minha própria vida.
            Esse evangelho contém os verdadeiros ensinamentos de Jesus Cristo, a fonte da felicidade, os meios para termos a vida eterna junto de nossa família.
            Eu sei que quando faço as coisas certas, quando estou em sintonia com o Espírito Santo, Ele é meu companheiro constante, me inspira, me protege, me guia. Não consigo imaginar onde eu estaria hoje se eu não tivesse a Igreja, se não soubesse dessas coisas. O evangelho me transforma, me faz acreditar no que vem pela frente de forma positiva, me dá esperança, me trás felicidade no dia a dia.
            Sempre tenho coisas que preciso melhorar, que preciso me esforçar mais para cumprir. O importante é não desistir nunca, é confiar, é ter fé, é colocar as mãos à obra, é se dedicar.
            Sou mórmon e sou feliz por ser membro
 de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias!!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Quero mais dias assim

         Dias simples e normais. Porque a vida é isso. Esse é o segredo para ser feliz, para viver com mais espontaneidade e aproveitando os momentos. Encarar os problemas com naturalidade, sem drama. Simplicidade, sem aparências do que não é, sem ostentar o que não tem. Onde cada dia é um novo dia para arregaçar as mangas e correr atrás dos seus sonhos, sem se preocupar com o que virá do lado oposto, porque você não tem medo da oposição, ela sempre vai existir, isso nunca ninguém vai mudar. É aí que esta a graça da vida, a maneira como você encara o que vem contra, o que tenta te derrubar e, às vezes, até derruba mesmo. Mas você não desiste, você levanta de novo. E de novo. E de novo. Quantas vezes forem necessárias, sem perder o foco, o objetivo, sem perder a graça e a postura. Sim, porque a postura com que você encara a vida faz toda a diferença. Se eu vestir a roupa de derrotada, é isso que estou mostrando e assumindo que eu sou. Mas ao me investir de coragem, de força e de determinação, eu mostro para o que eu vim, e foi para vencer. Ninguém esta aqui para perder, para desistir, todos viemos para essa vida para conquistar a vitória no final. Meu Pai Celestial me deu todos os meios para isso, dentro de mim tem algo especial, faz parte de quem eu sou, e eu preciso lembrar disso todos os dias, e usar isso para o bem. Cada um tem dentro de si um potencial vencedor que precisa crescer, se desenvolver e ganhar força, e cada vez que a vida te testar, esse vencedor precisa dar um passo a frente, nunca olhar pra trás. E quanto mais forte você fica, menor fica o que vem contra, menor ficam os problemas, os desafios, até que viram nada, não te afetam, você passa por eles com leveza, com o mínimo de esforço, e a vida segue linda, simples e normal.

Foto: Saly Baer


            Hey, você aí! Não desanima não! Se hoje você esta no meio de uma batalha e esta achando que as forças estão acabando, que não tem mais jeito, não se entregue, é a vida te mostrando que você ainda precisa ficar mais forte, a vida esta te dando uma forcinha, encare de cabeça erguida. Esta difícil? Vem comigo, eu te ajudo. Você sabia que eu conheço alguém que já passou por isso? É sim, por isso e muito mais. Esse alguém sentiu as minhas dores, as suas dores, as dores do mundo todo, e Ele não desistiu. Ele fez isso para nos mostrar que é possível. Dói, mas é possível. Ele não desistiu, mesmo podendo largar tudo e sair ileso. Mas o objetivo maior Dele era nos ajudar, nos ensinar, o que precisamos é apenas aceitar e usar em nosso benefício. Sabia que você pode conversar com Ele? Pode sim, em qualquer momento, em qualquer lugar. Basta fechar os olhos e em sua mente Ele vai te ouvir e vai te dar as respostas que você precisa para seguir em frente, mais forte, mais confiante.

             Amigas mamães, mulheres, guerreiras e poderosas, não estamos sozinhas nunca!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Faxina

Quando eu estava na faculdade comprei um livro de auto ajuda chamado Enquanto o Amor não Vem. O princípio do livro era de que nós precisamos nos preparar, fazer uma limpeza interior, uma faxina bem feita e ficar pronto para receber o amor quando ele chegasse..
Alguns anos depois, um pouco de maturidade e o amor encontrado, voltei a lembrar do livro, de seus ensinamentos e de como tudo faz sentido na minha vida. Só que de um jeito diferente. Vou explicar.
Apesar de ter lido o livro e entendido o objetivo, eu não consegui entender como aplica-lo na minha vida. Eu não achava que tinha tanta sujeira assim. E realmente não precisei fazer faxina nenhuma para encontrar o amor da minha existência. Existência porque uma vida é muito pouco para nós dois e estamos ligados para a eternidade, mas isso é assunto para outro dia. Eu conheci o Sr. L. e nunca tive dúvidas, foi tudo muito intenso e em 5 meses de namoro nos casamos e comecei minha tão sonhada carreira de esposa e dona de casa. Juntei toda a tralha de anos que eu tinha no meu quarto de solteira e amontoei num quarto na minha nova casa. E lá ficou, por quatro anos, no quarto que veio a ser chamado de quarto da bagunça, e nem preciso explicar por que.

Esses quatro anos foram muito bons, tivemos muitas experiências, nos conectamos mais, nos conhecemos mais, fomos muito felizes, aproveitamos dois bons anos só nós dois, nos preparamos para a chegada do primeiro bebê, viajamos o bastante dentro de nosso orçamento, fomos muito ao cinema, e quando nosso filho chegou enfrentamos juntos as dificuldades de sermos pais de primeira viagem. Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas eu sentia que faltava alguma coisa, não conseguia me sentir plena, e o Sr. L. sempre me cobrando para arrumar o quarto, e eu sempre prometendo e adiando, sempre com uma desculpa. E foi assim por quase quatro anos. Até o dia que eu decidi que era tudo ou nada. Eu precisava arrumar o quarto da bagunça para permitir que uma reforma se iniciasse em nosso apartamento. Mais do que isso, eu precisava fazer uma limpeza dentro de mim para permitir meu progresso, me libertar de sentimentos ruins e mágoas do passado, perdoar pessoas e me perdoar, abrir espaço para o amor mesmo, o amor por mim mesma, o amor pelo meu filho (não que eu não amasse ele, mas é um amor tão grande e estava espremido pedindo mais espaço), amor pela minha casa, amor pela minha vida.

Eu adoro aquela música que diz assim: “Eu hoje joguei tanta coisa fora, eu vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias, gente que foi embora. E a casa fica bem melhor assim.” E a vida fica bem melhor assim.
O quarto da bagunça ainda tem esse nome porque nos acostumamos assim. Quando tivermos o segundo filho lá será o quarto do Will.

Eu fiz uma baita faxina no quarto e dentro de mim, abri espaço para o que a vida tem ainda guardado para mim, abri espaço para mais amor, para ser uma pessoa melhor, mais mansa, mais caridosa, mais compreensiva, mais forte. Não foi só o quarto que eu limpei, foi a casa toda, todos os cantinhos da alma. Algumas vezes eu ainda encontro um pouquinho de poeira, descubro coisas que eu preciso jogar fora que eu nem sabia que tinha guardado. Tem dias que eu ainda sinto que preciso assumir mais as rédeas, ser mais firme com a minha casa e com a minha alma.
E como é bom o sentimento de estar no comando, poder respirar ar fresco, andar e olhar por tudo e estar cada coisa em seu lugar, tudo organizado, a vida esta em ordem. Não tem mais louça suja acumulada na pia da cozinha, sempre tem roupa limpa no armário, eu não fico mais deprimida, não choro por qualquer probleminha, eu sou mais ativa, mais dinâmica, mais animada, mais otimista, mais feliz, mais amada.

Detalhe importante: não tenho uma vida perfeita, uma casa impecável e tal, mas hoje esta tudo bem melhor. Ainda continuo trabalhando duro comigo mesma, ainda tenho muitos defeitos e não tem jeito, tem dias que tudo escapa do controle, algumas coisas fogem do planejado e dão errado. A diferença é no jeito de encarar e resolver e de como me sinto, e com certeza é muito melhor e mais plena e confiante de que eu estou no comando da minha casa, da minha família e da minha vida.
 
E você, esta precisando de uma faxina? Na casa ou dentro de você mesma? Espero que esse post te anime!