"Quem você era antes de o mundo te dizer quem deveria ser?"
"Quando nós, mulheres, aprendemos a agradar, nós nos esquecemos de quem somos. Quando nós nos perdemos, o mundo se perde.
Não precisamos de mais mulheres modestas. O que precisamos agora é de mulheres confiantes.
Uma mulher confiante não internaliza o que o mundo quer dela.
Uma mulher confiante conhece e acredita em si mesma o suficiente para dizer e fazer o que for necessário, sem se importar com o resto.
É assim que você se encontra."
"Dez anos é a idade em que aprendemos a ser bons meninos e meninas. Dez anos é quando as crianças começam a abrir mão de quem são para se tornar quem. o mundo espera que sejam. Dez anos é quando nossa domesticação começa.
Dez anos foi quando o mundo me fez sentar, me disse para ficar quieta e me mostrou minhas jaulas:
-Estes são sentimentos que você pode expressar.
-Esta é a maneira como uma mulher deve se comportar.
-Este é o corpo que você deve se esforçar par ter.
-Estas são as coisas em que você vai acreditar.
-Estas são as pessoas que você pode amar.
-Estas são as pessoas que você deve temer.
-Este é o tipo de vida que você deve querer.
Faça-se caber. Vai ser desconfortável de início, mas não se preocupe - mais cedo ou mais tarde você vai esquecer que está enjaulada. Logo tudo isso vai ser simplesmente sua vida.
Eu queria ser uma boa menina, então me rendi äs minhas jaulas."
"Tish é sensível, e esse é seu superpoder. O oposto de sensibilidade não é coragem. Não é coragem se recusar a prestar atenção, se recusar a ver, se recusar a sentir e saber e imaginar. O oposto de sensibilidade é a insensibilidade, e ser insensível não é nenhum motivo de orgulho.
Tish sente. Mesmo quando o mundo renta acelerar ao seu redor, ela para e absorve tudo. Para, espera. Aquilo que você falou...me fez sentir alguma coisa, questionar algumas coisas. Podemos ficar aqui um momento? Eu tenho sentimentos. Eu tenho perguntas. Ainda não estou pronta para correr para o recreio."
"O brilho requer contraste."
"O que realmente está acontecendo no círculo não importa, o que importa é o que as pessoas fora do círculo acham que está acontecendo lá. O que importa não é o que é real, mas o que consigo convencer os outros de que é real. O que importa não é como me sinto por dentro, mas como aparento ser por fora. Como eu aparento sentir é que vai determinar como os outros se sentem sobre mim. Então eu ajo como alguém que se sente uma Aluna de Ouro."
Ëu fraudei uma eleição tentando ser de Ouro. Passei dezesseis anos com a cabeça enfiada no vaso tentando ser magra. Bebi até ficar entorpecida por uma década tentando ser agradável. Ri e dormi com homens péssimos tentando ser desejável. Mordi a língua até sentir gosto de sangue tentando ser gentil. Gastei milhares em poções e venenos tentando ser jovem. Eu me neguei a mim mesma por décadas tentando ser pura."
"Nós esquecemos como saber quando aprendemos a agradar.
É por isso que vivemos com fome."
"Ela disse sim enquanto suas entranhas diziam não, e passou a próxima década tentando não saber o que sabia: que tinha traído a si mesma e que sua vida não começaria de verdade até que parasse de se trair. A única forma de não saber disso era ficar bêbada e nunca mais parar de beber, então ela começou a virar todas. Quanto mais bêbada ficava, maior era a distância do dragão dentro de si. Depois de um tempo, o álcool e as drogas se tornaram o problema, o que era conveniente, porque aí ela não precisava mais lidar com o problema real."
"Somos como um globo de neve: gastamos nosso tempo, energia, palavra e dinheiro para criar uma confusão, tentando evitar saber, assim a neve não baixa e nunca somos obrigados a enfrentar a verdade que arde dentro de nós, sólida e imutável.
O relacionamento acabou. O vinho está ganhando. Os remédios não são mais para dor nas costas. Ele nunca vai voltar.. Aquele livro não vai se escrever sozinho. Se mudar é o único jeito. Largar este emprego vai salvar minha vida. É abuso. Você nunca se permitiu chorar por ele. Faz seis meses desde que fizemos amor pela última vez. Passar uma vida odiando-a não é viver.
Mantemos essa confusão em nossa vida porque temos um dragão dentro de nós."
"Eu tinha medo do que havia dentro de mim. Parecia poderoso o suficiente para destruir cada pedaço da bela vida que tinha construído. Era como eu nunca me sentir segura em uma varanda, afinal, e se eu pulasse?
Tudo bem, falava para mim mesmo. Vou manter a mim e aos meus a salvo, escondendo o que há dentro de mim.
Ficava impressionada com o quanto isso era fácil. Eu estava cheia de raios e trovões, água fervente, vermelho e dourado intensos, mas tudo que tinha que fazer era sorrir e assentir e o mundo me veria tranquila como uma brisa. Às vezes, eu me perguntava se talvez não fosse a única usando a pele como contenção. Talvez todos nós sejamos fogo envolto em pele, tentando parecer tranquilos."
"Aquela força feroz que borbulhou de leve dentro de mim por tanto tempo que finalmente se transformou em palavras e me ergueu era eu. A voz que eu finalmente ouvi naquele dia era a minha própria - da garota que eu tinha escondido a sete chaves aos 10 anos, antes de o mundo me dizer quem ser - e ela disse: Aqui estou eu. Vou tomar as rédeas agora.
Quando eu era criança, sentia que precisava sentir e seguia meus instintos e todos os meus planos vinham da minha própria imaginação. Era selvagem até ser domada pela vergonha. Até começar a esconder e anestesiar meus sentimentos por medo de ser demais. Até começar a me dobrar aos conselhos de outros em vez de confiar na min ha própria intuição. Até me convencer de que minha imaginação era rídicula e meus desejos eram egoístas. Até eu me entregar às jaulas das expectativas alheias, ordens culturais e alianças institucionais. Até eu enterrar quem eu era para poder me tornar quem deveria ser. Eu me perdi quando aprendi a agradar."
'Então eu finalmente me soltei. Libertei meu eu selvagem, lindo, violento, verdadeiro. Eu tinha razão sobre o seu poder. Era uma pessoas grande demais para a vida que eu estava vivendo até então. Para se estabelecer, esse eu precisou destruir sistematicamente te o eu estabelecido.
Então construí uma vida só minha.
Fiz isso ressuscitando as mesmas partes de mim que fui treinada para desconfiar, esconder, abandonar de modo a manter os outros confortáveis.
Minhas emoções
Minhas intuição
Minhas imaginação
Minha coragem
Essas são as chaves da liberdade.
Isso é quem nós somos.
Seremos corajosos o bastante para destrancar nós mesmos?
Seremos corajosos o bastante para libertar a nós mesmos?
Será que finalmente sairemos de nossas jaulas e diremos a nós mesmos, às pessoas que amamos e ao mundo: Aqui estou eu?"
*Minhas anotações: Quando nossa intuição é desencorajada, faz com que eu precise desconfiar daquilo que eu tenho certeza. Em seguida vem a vergonha de me expressar e de responder até as perguntas que eu tenho certeza, vergonha de mostrar o que eu sei, a minha verdade e quem eu sou. Em resumo: PERMITA-SE.