Porque toda mãe, acima de tudo, é mulher, tem sentimentos, medos, angústias, paixões, sonhos, frustrações, metas, desejos, vontades e precisa pensar e cuidar de si mesma um pouquinho.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Mês do Ponto Cego - Em busca de uma vida divergente

 Dia 09 do mês do Ponto Cego, mês de descobrir aquilo que me impede de enxergar com clareza. Audio diário por R.G:

O cofre que você jurou nunca mais abrir aprisiona a sua próxima versão.

Será que ao rejeitar tudo de quem te machucou, seu pai ou sua mãe, no passado, não esta fazendo você também rejeitar partes suas que poderiam te salvar? E se a sua força estivesse justamente naquilo que você decidiu nunca mais olhar?

Se você nega tudo de um homem ou de uma mulher, de um pai ou de uma mãe, por algum motivo ou por algum erro do passado, você nunca conseguirá acessar por completo a força, a resiliência, até a coragem que fez daquele homem um homem e daquela mulher, uma mulher, apesar dos seus erros.

Hoje eu quero entregar pra você uma chave. Uma chave que você so vai conseguir acessar se vcocê tiver coragem para olhar para uma porta, a porta que eu chamo de negação e também uma porta chamada de repetição cega. Nenhuma das duas é boa se estiver trancada, porque dentro dela há uma parte de você que você também nega, que você também não aceita e que você não tem coragem de encarar de frente. Eu quero q você imagine um cofre trancado e dentro dele tem a coragem que você tanto busca. Existe uma força dentro desse cofre que você sempre gostaria de ter. Há dentro dele uma determinação, uma sabedoria que você nunca deu conta de acessar. Mas esse cofre ele tem um nome, e na frente dele esta escrito PAI ou MAE ou o nome de alguém que em algum momento do passado te feriu. Só que aí, em algum momento você decide que nunca mais vai tocar naquele nome, nunca mais vai olhar para aquela história ou para uma parte dela. Você joga a chave fora. E junto com essa chave a chance de acessar a força que tem dentro desse cofre. Quantos pedaços seus você trancou só porque não queria mais se parecer com ele? Será que ao rejeitar quem te machucou você não esta rejeitando também a coragem que essa pessoa carregava, a comunicação que ele possuía? O carisma? A resiliência? E se a força que te falta hoje, a força que falta em você for exatamente aquele que você jurou nunca mais usar? 

Quem aceita tudo por lealdade, repete tudo por covardia. Vamos virar um lâmina agora. Tem gente que não nega nada. Tem gente que por amor e por respeito repete tudo, aceita tudo, engole seco, se anula, e chama isso de honra, chama isso de amor. Mas a lealdade que te prende não é uma virtude, é uma prisão. E aquilo que te aprisiona precisa ser confrontado. Quantas decisões suas ainda são cópias de quem te criou? Será que você esta mesmo honrando essa pessoa ou só esta com medo de decepciona-la? E se repetir tudo de quem te criou for a forma mais discreta? E se a fidelidade a pessoa e a repetição dos padrões da pessoa que te criou for a maior traição que você tem com a sua propria vida? A maturidade não esta em negar, a maturidade também não esta em aceitar, a maturidade esta em separar, nem negar tudo, nem aceitar tudo. Separar aquilo que o outro tem de bom dos seus erros e deixar morrer aquilo que te enfraquece. Você não precisa rejeitar o nome do seu pai, mas também não precisa repetir o temperamento dele, os erros que ele cometeu, os deslizes. Você não precisa cuspir no passado mas também não precisa dormir com os padrões que ele repetia. Você pode olhar, analisar e separar. Você pode dizer: isso aqui eu levo comigo, poxa, isso aqui era bom. Eu posso odia-lo, mas eu não vou bloquear quem eu poderia ser, so para manter meus padrões de vingança, de vitima e de narcisismo pelos erros que ele cometeu comigo. Você pode dizer: isso aqui eu deixo aqui. Essa é a coragem dos fortes. A coragem de não viver na negação, e nem na repetição cega. Nem tudo que veio dele ou dela, me serve. E nem tudo que veio dele e dela devem ser jogado fora também. Negar tudo, te trava. Aceitar tudo, te prende. Separar, liberta. Voce não precisa ser copia, nem contra, so precisa ser voce. E aprender com maturidade como usar tudo o houve de bom no outro. Um homem que nega o pai, nega também a possibilidade de ser um homem completo. Uma mulher que nega a mae nega a ela a possibilidade de ser uma mulher completa. Então hoje, é dia de olhar para esse ponto cego. Será que você esta negando o seu pai por inteiro? Ou a sua mae por inteiro? E com isso jogando dentro desse cofre uma habilidade que ele ou ela tinham e que você poderia ter na sua vida e não tem? Sera que vc esta aceitando por inteiro algo que era do seu pai ou da sua mae e por isso deixando de viver as suas próprias escolhas? Pegue o nome daquela pessoa que te marcou, e eu sei que é uma tarefa desafiadora. Lembre dos machucados e eles virão, mas lembre também da força, da resiliência, da comunicação, da capacidade que eles tinham e separe o que é lixo emocional, do que é um legado de valor e decida o que entra com vc na sua próxima versão e o que fica no passado com com te machucou. Porque aqui na Aliança Divergente, a gente nao vive preso ao passado, nem por ódio, nem por amor, a gente escolhe, a gente separa, e a gente segue mais leve, mais lúcido, mais maduro e principalmente, mais livre. Porque aqui voce pode mais. Sera que a habilidade que poderia te salvar nao eh justamente aquela que vc jogou fora junto com o nome de quem te machucou? Quantas versões suas estão presas so porque vc decidiu apagar tudo de quem te feriu? Inclusive o que poderia ter te fortalecido?

Bora pra vida, que ela é justa e esta me esperando!

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Um novo recomeço

 Essa é a graça da vida: sempre dá pra recomeçar.

10 anos de O Despertar de uma Mãe. E seguimos despertando, adormecendo, despertando...e está tudo bem. O que não pode é desistir. Sempre tentando, buscando, melhorando, mudando, crescendo, evoluindo.

Eu não sou mais a mesma mãe de 10 anos atrás. Meus filhos não são mais o mesmos hahaha. Eu tinha 1 filho só e nem conseguia imaginar onde minha vida estaria 10 anos na frente. E aqui estou, cheia de história pra contar. Onde estou? Jamais poderia imaginar. Os planos mudaram, os sonhos mudaram, os objetivos e motivos mudaram. E o aprendizado? Só o que eu aprendi sendo mãe de 3 já seria o suficiente para me diplomar na vida.

Mas, a vida é muito mais longa do que uma década. Tem muito mais pela frente ainda. E pra onde eu volto? Escrever no meu blog. Aqui é o meu lugar, e eu sempre vou voltar escrever alguma coisa, desabafar, contar um causo, ventilar as ideias, reclamar ou compartilhar.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Quem esta com as redeas?

Post escrito em 21/12/2015, por alguma razão não foi postado...acho q faltou terminar, mas segue assim mesmo...

Quem esta com as redeas, com a direção, com o comando da sua vida, da sua casa, dos seus filhos, do dinheiro, da comida, da roupa, etc? Quem? Voce?

Voce alguma vez ja sentiu que perdeu as redeas? De alguma coisa apenas? De varias? Ou de tudo ao mesmo tempo? E o que vc fez? Desistiu de tudo para sempre? Ou retomou cada coisa aos poucos?

Gente, quando acontecem mudanças, ou quando alguma coisa foge do controle, eh normal perder um pouco as redeas, ou entrega-las para alguém, ou simplesmente perder, soltar. Mas tem coisas que não podem ficar soltas e largadas por muito tempo, a gente precisa retomar, assumir a responsabilidade, tomar uma atitude e ficar no controle novamente. Alias, tem coisas que não podemos nem demorar muito. Mas mesmo assim tudo tem jeito.

Primeira coisa eh perceber o que ta solto, o que ta precisando de voce.
Eu ja senti isso na minha vida varias vezes. E eh muito boa a sensação de retomar as rédeas de novo.

Vamos a alguns exemplos.
Como eu sinto que perdi as redes da minha vida? Quando começo a achar q não estou feliz, quando tenho sentimentos estranhos de que algo esta errado, quando parece que não consigo decidir e tomar minhas decisões sozinha, quando acho que preciso fazer mais por mim, etc. 

E quando você ouve falarem mal dos seus filhos?

Pois é, se você não passou por isso até pode pensar e imaginar que é impossível, mas te garanto: pode acontecer sim. E aí, como a gente fica?

As vezes pode até não ser bem falar mal, mas uma reclamaçãozinha, um comentário meio torto, uma ofensa sem intensão (percebeu que eu tô tentando aliviar pro outro lado e não deveria, neh?). A verdade é que a maldade existe. Quem nunca falou mal de alguém que atire a primeira pedra. E se já é desconfortável ouvir sobre a gente mesmo, sobre nossos filhos é bem pior e mais doloroso. Pior ainda quando vem de alguém próximo. É tão indignante. E a gente fica procurando as razões que levaram a pessoa a falar o que falou, e por que falou pra nós ou perto de nós sabendo que ouviríamos.

Criação de filho é uma coisa interessante porque em todo lugar tem um palpiteiro de plantão, muita gente gosta de ficar de olho em tudo que nossos filhos falam e fazem só para encontrar um pontinho pra colocar defeito. E por mais super mãe que sejamos, não tem como sermos perfeitas. E por mais super educados que nossos filhos sejam, também parece que na frente dos outros, e principalmente dos buscadores de defeitos, eles viram do avesso que até a gente se surpreende. Não é verdade? hahaha

Bom, só registrando aqui o meu desabafo. Não podemos nos proteger e proteger nossos filhos da maldade do mundo. Não tem como evitar críticas e reclamações. Mas podemos escolher não ligar, não nos importar, não nos afetar. Afinal, ninguém vive nossa vida, escreve nossa história, cria nossos filhos, está nas horas mais difíceis, paga nossos boletos, acorda a noite, cuida de criança doente no nosso lugar pra merecer dar sequer um palpite. Ergamos a cabeça e se preciso for defendamos nossos filhos! A mãe aqui sou eu!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Doce

Post escrito em 09/06/2014, nem imaginava que me tornaria uma confeiteira e boleira de mão cheia hahahaha


Faço loucuras por um doce. E o desespero que bate quando não tem um? Não sou muito de chocolate puro, tipo em barra. Só tem alguns que me viram a cabeça de verdade. Kit Kat, Lolo, Lancy, MilkWay e se for de barra de preferencia os com castanhas de caju. Prestígio, Chokito e Ferrero Rocher também vai bem. Uma trufa, huuummm, me dá água na boca. Mas quando eu penso em doce, o que me vem à mente primeiro mesmo é um bolo. Daqueles de confeitaria, com várias camadas, bem recheado, e de preferência com cobertura de marshmallow. Ah, isso sim me deixa doida e perdida! E a dieta fica onde nessa história? É ruim hein?! Lembrar de dieta nessas horas? Pare de se torturar. Só não vale ter vontade de doce todo dia e toda hora, daí já está abusando da minha boa vontade e defesa em favor de comer um docinho sem culpa!


Afinal, nós mães merecemos um docinho de vez em quando, não é?
Se a culpa for demais, me chama pra gente dividir! kkkkkk

E aí, você também é chegada num doce? Qual? Chocolate? Come sempre? Escondido? Ahhh conta pra gente!

Não vai de um jeito? Vai de outro!

            Sabe quando as coisas começam a querer dar errado? Parece que é a vida te testando pra saber até onde você aguenta mesmo.
            Eu costumava me entregar rápido mesmo, ao mínimo sinal de obstáculo já vestia a derrota e desistia até do que eu nem tinha começado. E o dia seguia vazio, sem eu fazer mais nada. E muitas vezes continuava em inércia no dia seguinte, e no outro, e no outro, às vezes até ficando uma semana inteira sem fazer nada, só dormindo, comendo e me arrastando pela casa.
            Mas hoje não, hoje eu estou fazendo diferente. Eu encaro de frente. Não deu de um jeito, tentamos de outro. Não deu também? Que tal tentar outras coisa? Muda o foco, muda a tarefa, se distraia com outra coisa, esquece, deixa pra lá, supere!
            O carro quebrou? O arroz queimou? O cabelo tá ruim? Vá de ônibus, chame um táxi. Jogue fora, comece de novo, faça um macarrão, coma pão ou peça uma pizza. Faça um rabo ou um coque bem lindo e arrase! Coloque sua música preferida para tocar, ou se a circunstância permitir, pare tudo para assistir um filme, um seriado. Ou fique em silêncio. Vale tudo para se renovar. Respire fundo, bem fundo. Oxigena o cérebro, faz bem. Procure o lado bom, seja positiva, fique calma, viva o momento. Pense em qual reação e atitude te deixará orgulhosa de si mesma depois. Se você tem problemas com a balança comer nessas horas só piora a situação. Se você tem algum vício, alimentá-lo também não é uma boa opção. Se puder saia dar uma volta, nem que seja em volta da quadra e mesmo que esteja chovendo. Acredite, você voltará renovado.
             E filho não é desculpa nem impedimento. Aposto que ele(s) também vai(ão) curtir a sua música preferida, não vão se importar de comer outra coisa, e com certeza vai(ão) adorar um passeio no carrinho. Se sua atitude for positiva ele(s) vai(ão) colaborar!

Mergulhar em si mesma

 Você já sentiu vontade de parar tudo e mergulhar em si mesma por um tempo?

Olhar pra dentro, ouvir a própria respiração, prestar atenção no próprio coração, reparar no que esta sentindo... nao da vontade?

Hoje deu. Vontade de voltar pra mim. Vontade de me sentir, de me ouvir por dentro, de parar, ficar quietinha. 

E quando bate essa vontade, a gente consegue respeitar? Difícil. Muito difícil. Sao tantas coisas, tantos requerimentos o tempo todo, tanta presença exigida e tudo que mais queremos é apenas nos retirar pra dentro.

E como é necessário esse momento, esse mergulho. Pra gente se renovar, se reconectar, se reabastecer, se energizar de novo. É como um mergulho gostoso no mar, naquela agua salgada gostosa que lava a alma da gente.

Esse ano preciso praticar mais desses mergulhos em mim mesma, investir mais nesses momentos tao ricos e importantes. Pra voltar renovada para o que precisa de mim do lado de fora. E olha que tudo que precisa de mim aqui fora fui eu que escolhi assim, fui eu que sonhei com isso e fiz tudo pra que fosse exatamente assim.

- pausa para uma pequena interrupção: fui requisitada.

- um suspiro para retomar. onde eu parei mesmo?

E assim seguimos. Reclamando um pouquinho, mas com gratidão pelas conquistas, por estar onde estou, por ser quem eu sou, pelos papéis que posso exercer e pela diferença que eu posso fazer para alguém.