Porque toda mãe, acima de tudo, é mulher, tem sentimentos, medos, angústias, paixões, sonhos, frustrações, metas, desejos, vontades e precisa pensar e cuidar de si mesma um pouquinho.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Finalmente o meu Despertar

 É madrugada. As crianças dormem. Estou sentada na sala, na casa em que recém me mudei. A sala dos sonhos. Ainda não temos muitos móveis e nada de decoração. Apenas um sofá e uma lareira. O sofá é o mesmo que escolhi há dez anos, quando achava que o sonho que vivia duraria para sempre. E durou pouco. O suficiente para deixar marcas profundas e me fazer desejar e sonhar ainda mais forte. Será que agora vai durar mais? Dure o tempo que durar, vou viver esse sonho cada minuto, respirando fundo o ar desse lugar, com os pés no chão e o coração repleto de gratidão. A lareira ainda está desligada. O frio está começando, mas ainda é um friozinho gostoso, aconchegante. Olho para o vazio e imagino como será o Natal, o próximo ano. Ouço as risadas e os gritos das crianças que já ecoam pelas paredes. E estamos aqui há apenas um mês. Um mês que mudou muito nossa vida. O mês que mudou muito a MINHA vida.

Agora me sinto pronta. Agora despertei. Agora me encontrei. Agora me resgatei. Agora descobri. Agora estou na superfície, me permitindo sentir todas as coisas, sem medo de encontrar comigo mesma, sem medo de ser eu mesma, sem medo de me olhar no espelho, sem medo de falar o que eu penso, sem medo de precisar me diminuir para caber no espaço de alguém. Agora a chave virou, o túnel se iluminou, o caminho se tornou claro e florido.

Mal posso esperar pelo que vem pela frente. Estou feliz por isso.

sábado, 6 de setembro de 2025

O que esta acontecendo comigo?

 Há duas formas de interpretar essa frase: O que esta acontecendo comigo? - ou mais de duas? Nao sei! Mas imaginei duas ao pensar e escrever. Uma opção seria uma cara de susto, tipo tem algo assustador acontecendo comigo, nao sei de onde veio e pra onde vai levar, da um pouco de medo, é novo, nao sei como deixei acontecer e como vou fazer parar. Outra forma seria num tom mais calmo, mas meio que anunciando que algo ja aconteceu e ninguém sabe e agora me sinto pronta para contar, tipo uma explicação, uma justificativa, ou um anuncio de algo inesperado ou ate assustador.

Porem, contudo, todavia, nao foi nenhuma dessas opções que me vieram em mente. Minha frase é realmente me perguntando a mim mesma o que esta acontecendo, o que esta mudando, o que tenho feito, estou intrigada com mudanças - será a crise dos 40 vindo em minha direção? Ou sera, finalmente, o grande  despertar dessa mãe? 

Na real, sao mais de 10 anos em busca de repostas, de interpretações, de entendimento, de autoconhecimento - e uma das coisas que eu descobri que adoro escrever e listar sinônimos em lista, esticar uma frase e alonga-la o máximo que eu puder. Sao mais de 10 anos tentando entender os meus sentimentos, onde guardei partes de mim que sinto falta, como fazer para me recuperar/reencontrar e sem deixar que essa busca afete quem esta ao meu redor. E foram longos anos tentando de todos os jeitos. Foram anos doidos, anos sim de descobertas, pequenas descobertas e pistas que foram me guiando. Cheguei ja onde queria? Ainda nao. Mas cada vez parece que estou mais perto.

Meu corpo aprendeu a viver em modo sobrevivência durante esse processo, e aprendeu a gritar por socorro quando ficava mais intenso, mais difícil, mais pesado, me fazendo parar. Eu, teimosa, nem sempre obedeci, nem sempre dei voz para o meu corpo e o prejuízo foi se acumulando. A necessidade de ser forte, de aguentar e suportar o caminho, trouxeram transformações que parecem hoje permanentes em meu corpo. Eu nao aceito, nunca aceitei ser de um jeito que nao me representa de verdade. Mas ao mesmo tempo nunca senti que tinha forças o suficiente para lutar contra, sempre foi mais forte do que eu, e o ciclo se repetindo de eu tentando ser mais forte e parece que o que estava contra também ia ficando mais forte e entramos numa guerra de destruição. E a destruição se tornou, alem de física, emocional. Uma guerra dentro de mim, como se fosse o bem contra o mal, descontrolados, querendo parecer mais fortes, mais certos, mais convenientes, mas sábios. Uma luta tao equilibrada que nunca se chegava a um vencedor, apenas sofrimento e desgaste para os dois lados, nunca uma vitoria, nem de um nem de outro. 

A luta cansa. Mas desistir nunca foi uma opção. Nao era possível que nunca se chegasse ao fim da loucura, da discussão, da busca, da prova, da guerra. E seguimos buscando e tentando ajuda de todas as maneiras. Terapias e tratamentos de todos os tipos. E a vida acontecendo ao mesmo tempo, filhos vindo e crescendo, marido seguindo sua carreira e contando com meu apoio e suporte, família, igreja, amigos, sociedade, mundo, caminhando junto e separado, sendo companhia e distração e ao mesmo tempo sendo a cobrança de que algo precisava despertar, acontecer, melhorar, evoluir e crescer. 

domingo, 6 de julho de 2025

Indomável - Continuação

 Sinta tudo.

"Estou começando a me preocupar com a ideia de que o que havia de errado comigo não era o vício, mas o que estava por baixo dele. Ou seja, eu mesma. Estar vivo não parecia ser tão difícil para as outras pessoas quanto é para mim. É como se houvesse algum segredo da vida que eu desconheço. Como se eu tivesse fazendo tudo errado. Obrigada por me ouvirem."

"Não tem problema sentir todas as coisas que você esta sentindo. Você só está se tornando humana de novo. E não está fazendo isso do jeito errado, ok? Está tudo certo. Se existe alguma coisa que você está deixando passar, é só o fato de que fazer isso direito é mesmo difícil. Sentir todos os seus sentimentos é muito difícil, mas é para isso que eles existem. Os sentimentos são para serem sentidos. Todos eles. Mesmo os difíceis. O segredo é que você está fazendo direito, e que fazer direito dói às vezes."

"Eu não sabia que era pra eu sentir tudo. Achei que era para eu me sentir feliz. Achava que felicidade era para se sentir e que a dor era para consertar e entorpecer e evitar e esconder e ignorar. Achei que, quando a vida ficava difícil, era porque eu tinha feito alguma coisa errada em algum ponto. Achei que a dor era uma fraqueza e que era para eu engolir o choro. Mas a questão ;e que, quanto mais eu engolia o choro, mais comida e bebida eu tinha que engolir junto."

"Ser totalmente humano não tem a ver com sentir felicidade, tem a ver com sentir tudo. Eu comecei a praticar sentir tudo. Comecei a insistir no meu direito e no meu dever de sentir tudo, mesmo quando usar esse tempo e energia para sentir me faziam um pouco menos eficiente, um pouco menos conveniente, um pouco menos agradável."

"Primeiro: eu posso sentir tudo e sobreviver.

O que eu achei que me mataria, não matou. Todas as vezes que eu disse a mim mesma: Não aguento mais... Eu estava errada. A verdade era que eu conseguia aguentar e aguentei - e continuei sobrevivendo. Sobreviver várias e várias vezes me fez sentir menos medo de mim mesma, das outras pessoas, da vida. Aprendi que nunca ficaria livre da dor, mas que poderia ficar livre do medo da dor, e que isso era suficiente. O fogo da dor não vai me consumir. Vou queimar e queimar e continuar vivendo. Consigo viver ardendo. Sou à prova de fogo."

"Segundo: eu posso usar a dor para me tornar.

Estou aqui para continuar me tornando versões mais verdadeiras e mais belas de mim mesma, várias vezes, para sempre. estar vivo é estar em um estado perpétuo de revolução. Quer goste ou não, dor é combustível dessa revolução. Tudo que preciso para me tornar a mulher que devo ser a seguir está dentro dos meus piores sentimentos no agora. A vida é alquimia, e emoções são fogo que me transformam em ouro. Só vou continuar a me transformar se resistir ao ímpeto de apagar minha chama um milhão de vezes por dia. Se eu puder resistir - se conseguir ficar parada dentro das chamas dos meus próprios sentimentos - vou continuar no rumo certo."

"O entorpecimento nos impede de nos tornar.

Dor: Não a evite. Você precisa dela para evoluir, para se tornar. E você está neste mundo para se tornar."

"Todo o nosso sofrimento vem de quando tentamos chegar à nossa ressurreição sem nos permitir sermos crucificados primeiro.

Não há glória além da que vem de enfrentar a sua história.

A dor não é uma tragédia: a dor é mágica. O sofrimento é mágico. O sofrimento é o que acontece quando evitamos a dor e consequentemente perdemos a chance de nos tornar. É isso que eu posso e devo evitar: perder minha própria evolução porque estou com medo demais de me entregar ao processo. Ter tão pouca fé em mim mesma que me entorpeço, me escondo ou consumo coisas para abafar os sentimentos ardentes dentro de mim. Meu objetivo é parar de abandonar a mim mesma - e permanecer. Confiar que sou forte o suficiente para aguentar a dor que é necessária para o processo de me tornar. O que me assusta muito mais do que a dor é viver a vida sem me dar conta do que me tornei. O que me assusta mais do que sentir tudo é perder tudo."

"Quando não sei o que vai acontecer a seguir na vida, sempre sei o que vem a seguir no processo. Sei que quando a dor e a espera chegam, a ascensão está a caminho. Torço para que a dor passe logo, mas vou esperar porque já testei a dor o suficiente para confiar nela. E porque quem vou me tornar amanhã é tão imprevisível e específico que vou precisar de cada uma das lições de hoje para me tornar ela."

"Quando uma mulher finalmente aprender que agradar todo mundo é impossível, ela se torna livre para aprender a agradar a si mesma."

"Mergulhei fundo o bastante para encontrar um novo nível dentro de mim que eu nunca soubera que existia. Esse lugar é subterrâneo; profundo, silencioso, imóvel. Não há vozes lá, nem mesmo a minha. Tudo que ouço aqui embaixo é minha respiração. Era como se eu tivesse me afogando e, em pânico, estivesse lutando para respirar, pedir ajuda, nadar até a superfície. Mas o que eu realmente precisava para me salvar era me permitir afundar. Percebi que é por isso quem, em inglês;ês, se diz calm down. Porque abaixo do ruído e do estrondo das ondas quebrando existe um lugar em que tudo é calmo e claro."

"Eu aprendi que, para ascender, primeiro é necessário mergulhar. Tenho que procurar e confiar na voz da minha sabedoria interna em vez de buscar aprovação em vozes externas. Isso me poupa de viver a vida de outra pessoa. Também me poupa muito tempo e energia. Eu só faço a próxima coisa a que o Saber guia, uma coisa de cada vez. Não peço permissão primeiro, o que é uma forma muito adulta de se viver."

"Essa é a coisa mais revolucionária que uma mulher pode fazer: a próxima coisa certa, uma coisa de cada vez, sem pedir permissão ou oferecer explicação. Viver assim é eletrizante."

"Porque ninguém já viveu ou vai viver esta vida que eu estou tentando ter, com meus dons e desafios e passado e pessoas. Toda vida é um experimento sem precedentes. Esta vida é minha e só minha. Então eu parei de pedir às pessoas indicações para lugares em que elas nunca estiveram. Não existe mapa. Somos todos pioneiros."

"Porque quanto mais eu sigo meu Saber interno de forma consistente, corajosa e objetiva, mais objetiva e bela minha vida exterior se torna. Quanto mais eu vivo pelo meu próprio Saber, mais minha vida se torna minha própria, e menos medo eu sinto. Eu confio que o Saber vai estar comigo não importa onde eu vá, me indicando a próxima coisa certa, uma coisa de cada vez, me guiando até meu lar."

COMO SABER: - Momento de incerteza surge. 

- Respire, volte-se para dentro, mergulhe.

- Sinta e procure o Saber

- Faça a próxima coisa para a qual o Saber instigue você.

- Deixe estar (não se explique).

- Repita para sempre.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Indomável - por Glennon Doyle

"Quem você era antes de o mundo te dizer quem deveria ser?"

"Quando nós, mulheres, aprendemos a agradar, nós nos esquecemos de quem somos. Quando nós nos perdemos, o mundo se perde.

Não precisamos de mais mulheres modestas. O que precisamos agora é de mulheres confiantes. 

Uma mulher confiante não internaliza o que o mundo quer dela.

Uma mulher confiante conhece e acredita em si mesma o suficiente para dizer e fazer o que for necessário, sem se importar com o resto.

É assim que você se encontra." 

"Dez anos é a idade em que aprendemos a ser bons meninos e meninas. Dez anos é quando as crianças começam a abrir mão de quem são para se tornar quem. o mundo espera que sejam. Dez anos é quando nossa domesticação começa.

Dez anos foi quando o mundo me fez sentar, me disse para ficar quieta e me mostrou minhas jaulas:

-Estes são sentimentos que você pode expressar.

-Esta é a maneira como uma mulher deve se comportar.

-Este é o corpo que você deve se esforçar par ter.

-Estas são as coisas em que você vai acreditar.

-Estas são as pessoas que você pode amar.

-Estas são as pessoas que você deve temer.

-Este é o tipo de vida que você deve querer.

Faça-se caber. Vai ser desconfortável de início, mas não se preocupe - mais cedo ou mais tarde você vai esquecer que está enjaulada. Logo tudo isso vai ser simplesmente sua vida. 

Eu queria ser uma boa menina, então me rendi äs minhas jaulas."

"Tish é sensível, e esse é seu superpoder. O oposto de sensibilidade não é coragem. Não é coragem se recusar a prestar atenção, se recusar a ver, se recusar a sentir e saber e imaginar. O oposto de sensibilidade é a insensibilidade, e ser insensível não é nenhum motivo de orgulho.

Tish sente. Mesmo quando o mundo renta acelerar ao seu redor, ela para e absorve tudo. Para, espera. Aquilo que você falou...me fez sentir alguma coisa, questionar algumas coisas. Podemos ficar aqui um momento? Eu tenho sentimentos. Eu tenho perguntas. Ainda não estou pronta para correr para o recreio."

"O brilho requer contraste."

"O que realmente está acontecendo no círculo não importa, o que importa é o que as pessoas fora do círculo acham que está acontecendo lá. O que importa não é o que é real, mas o que consigo convencer os outros de que é real. O que importa não é como me sinto por dentro, mas como aparento ser por fora. Como eu aparento sentir é que vai determinar como os outros se sentem sobre mim. Então eu ajo como alguém que se sente uma Aluna de Ouro."

Ëu fraudei uma eleição tentando ser de Ouro. Passei dezesseis anos com a cabeça enfiada no vaso tentando ser magra. Bebi até ficar entorpecida por uma década tentando ser agradável. Ri e dormi com homens péssimos tentando ser desejável. Mordi a língua até sentir gosto de sangue tentando ser gentil. Gastei milhares em poções e venenos tentando ser jovem. Eu me neguei a mim mesma por décadas tentando ser pura."

"Nós esquecemos como saber quando aprendemos a agradar.

É por isso que vivemos com fome."

"Ela disse sim enquanto suas entranhas diziam não, e passou a próxima década tentando não saber o que sabia: que tinha traído a si mesma e que sua vida não começaria de verdade até que parasse de se trair. A única forma de não saber disso era ficar bêbada e nunca mais parar de beber, então ela começou a virar todas. Quanto mais bêbada ficava, maior era a distância do dragão dentro de si. Depois de um tempo, o álcool e as drogas se tornaram o problema, o que era conveniente, porque aí ela não precisava mais lidar com o problema real."

"Somos como um globo de neve: gastamos nosso tempo, energia, palavra e dinheiro para criar uma confusão, tentando evitar saber, assim a neve não baixa e nunca somos obrigados a enfrentar a verdade que arde dentro de nós, sólida e imutável.

O relacionamento acabou. O vinho está ganhando. Os remédios não são mais para dor nas costas. Ele nunca vai voltar.. Aquele livro não vai se escrever sozinho. Se mudar é o único jeito. Largar este emprego vai salvar minha vida. É abuso. Você nunca se permitiu chorar por ele. Faz seis meses desde que fizemos amor pela última vez. Passar uma vida odiando-a não é viver.

Mantemos essa confusão em nossa vida porque temos um dragão dentro de nós."

"Eu tinha medo do que havia dentro de mim. Parecia poderoso o suficiente para destruir cada pedaço da bela vida que tinha construído. Era como eu nunca me sentir segura em uma varanda, afinal, e se eu pulasse?

Tudo bem, falava para mim mesmo. Vou manter a mim e aos meus a salvo, escondendo o que há dentro de mim.

Ficava impressionada com o quanto isso era fácil. Eu estava cheia de raios e trovões, água fervente, vermelho e dourado intensos, mas tudo que tinha que fazer era sorrir e assentir e o mundo me veria tranquila como uma brisa. Às vezes, eu me perguntava se talvez não fosse a única usando a pele como contenção. Talvez todos nós sejamos fogo envolto em pele, tentando parecer tranquilos."

"Aquela força feroz que borbulhou de leve dentro de mim por tanto tempo que finalmente se transformou em palavras e me ergueu era eu. A voz que eu finalmente ouvi naquele dia era a minha própria - da garota que eu tinha escondido a sete chaves aos 10 anos, antes de o mundo me dizer quem ser - e ela disse: Aqui estou eu. Vou tomar as rédeas agora.

Quando eu era criança, sentia que precisava sentir e seguia meus instintos e todos os meus planos vinham da minha própria imaginação. Era selvagem até ser domada pela vergonha. Até começar a esconder e anestesiar meus sentimentos por medo de ser demais. Até começar a me dobrar aos conselhos de outros em vez de confiar na min ha própria intuição. Até me convencer de que minha imaginação era rídicula e meus desejos eram egoístas. Até eu me entregar às jaulas das expectativas alheias, ordens culturais e alianças institucionais. Até eu enterrar quem eu era para poder me tornar quem deveria ser. Eu me perdi quando aprendi a agradar."

'Então eu finalmente me soltei. Libertei meu eu selvagem, lindo, violento, verdadeiro. Eu tinha razão sobre o seu poder. Era uma pessoas grande demais para a vida que eu estava vivendo até então. Para se estabelecer, esse eu precisou destruir sistematicamente te o eu estabelecido.

Então construí uma vida só minha.

Fiz isso ressuscitando as mesmas partes de mim que fui treinada para desconfiar, esconder, abandonar de modo a manter os outros confortáveis.

Minhas emoções

Minhas intuição

Minhas imaginação

Minha coragem

Essas são as chaves da liberdade.

Isso é quem nós somos.

Seremos corajosos o bastante para destrancar nós mesmos?

Seremos corajosos o bastante para libertar a nós mesmos?

Será que finalmente sairemos de nossas jaulas e diremos a nós mesmos, às pessoas que amamos e ao mundo: Aqui estou eu?"

*Minhas anotações: Quando nossa intuição é desencorajada, faz com que eu precise desconfiar daquilo que eu tenho certeza. Em seguida vem a vergonha de me expressar e de responder até as perguntas que eu tenho certeza, vergonha de mostrar o que eu sei, a minha verdade e quem eu sou. Em resumo: PERMITA-SE.


segunda-feira, 9 de junho de 2025

Mês do Ponto Cego - Em busca de uma vida divergente

 Dia 09 do mês do Ponto Cego, mês de descobrir aquilo que me impede de enxergar com clareza. Audio diário por R.G:

O cofre que você jurou nunca mais abrir aprisiona a sua próxima versão.

Será que ao rejeitar tudo de quem te machucou, seu pai ou sua mãe, no passado, não esta fazendo você também rejeitar partes suas que poderiam te salvar? E se a sua força estivesse justamente naquilo que você decidiu nunca mais olhar?

Se você nega tudo de um homem ou de uma mulher, de um pai ou de uma mãe, por algum motivo ou por algum erro do passado, você nunca conseguirá acessar por completo a força, a resiliência, até a coragem que fez daquele homem um homem e daquela mulher, uma mulher, apesar dos seus erros.

Hoje eu quero entregar pra você uma chave. Uma chave que você so vai conseguir acessar se vcocê tiver coragem para olhar para uma porta, a porta que eu chamo de negação e também uma porta chamada de repetição cega. Nenhuma das duas é boa se estiver trancada, porque dentro dela há uma parte de você que você também nega, que você também não aceita e que você não tem coragem de encarar de frente. Eu quero q você imagine um cofre trancado e dentro dele tem a coragem que você tanto busca. Existe uma força dentro desse cofre que você sempre gostaria de ter. Há dentro dele uma determinação, uma sabedoria que você nunca deu conta de acessar. Mas esse cofre ele tem um nome, e na frente dele esta escrito PAI ou MAE ou o nome de alguém que em algum momento do passado te feriu. Só que aí, em algum momento você decide que nunca mais vai tocar naquele nome, nunca mais vai olhar para aquela história ou para uma parte dela. Você joga a chave fora. E junto com essa chave a chance de acessar a força que tem dentro desse cofre. Quantos pedaços seus você trancou só porque não queria mais se parecer com ele? Será que ao rejeitar quem te machucou você não esta rejeitando também a coragem que essa pessoa carregava, a comunicação que ele possuía? O carisma? A resiliência? E se a força que te falta hoje, a força que falta em você for exatamente aquele que você jurou nunca mais usar? 

Quem aceita tudo por lealdade, repete tudo por covardia. Vamos virar um lâmina agora. Tem gente que não nega nada. Tem gente que por amor e por respeito repete tudo, aceita tudo, engole seco, se anula, e chama isso de honra, chama isso de amor. Mas a lealdade que te prende não é uma virtude, é uma prisão. E aquilo que te aprisiona precisa ser confrontado. Quantas decisões suas ainda são cópias de quem te criou? Será que você esta mesmo honrando essa pessoa ou só esta com medo de decepciona-la? E se repetir tudo de quem te criou for a forma mais discreta? E se a fidelidade a pessoa e a repetição dos padrões da pessoa que te criou for a maior traição que você tem com a sua propria vida? A maturidade não esta em negar, a maturidade também não esta em aceitar, a maturidade esta em separar, nem negar tudo, nem aceitar tudo. Separar aquilo que o outro tem de bom dos seus erros e deixar morrer aquilo que te enfraquece. Você não precisa rejeitar o nome do seu pai, mas também não precisa repetir o temperamento dele, os erros que ele cometeu, os deslizes. Você não precisa cuspir no passado mas também não precisa dormir com os padrões que ele repetia. Você pode olhar, analisar e separar. Você pode dizer: isso aqui eu levo comigo, poxa, isso aqui era bom. Eu posso odia-lo, mas eu não vou bloquear quem eu poderia ser, so para manter meus padrões de vingança, de vitima e de narcisismo pelos erros que ele cometeu comigo. Você pode dizer: isso aqui eu deixo aqui. Essa é a coragem dos fortes. A coragem de não viver na negação, e nem na repetição cega. Nem tudo que veio dele ou dela, me serve. E nem tudo que veio dele e dela devem ser jogado fora também. Negar tudo, te trava. Aceitar tudo, te prende. Separar, liberta. Voce não precisa ser copia, nem contra, so precisa ser voce. E aprender com maturidade como usar tudo o houve de bom no outro. Um homem que nega o pai, nega também a possibilidade de ser um homem completo. Uma mulher que nega a mae nega a ela a possibilidade de ser uma mulher completa. Então hoje, é dia de olhar para esse ponto cego. Será que você esta negando o seu pai por inteiro? Ou a sua mae por inteiro? E com isso jogando dentro desse cofre uma habilidade que ele ou ela tinham e que você poderia ter na sua vida e não tem? Sera que vc esta aceitando por inteiro algo que era do seu pai ou da sua mae e por isso deixando de viver as suas próprias escolhas? Pegue o nome daquela pessoa que te marcou, e eu sei que é uma tarefa desafiadora. Lembre dos machucados e eles virão, mas lembre também da força, da resiliência, da comunicação, da capacidade que eles tinham e separe o que é lixo emocional, do que é um legado de valor e decida o que entra com vc na sua próxima versão e o que fica no passado com com te machucou. Porque aqui na Aliança Divergente, a gente nao vive preso ao passado, nem por ódio, nem por amor, a gente escolhe, a gente separa, e a gente segue mais leve, mais lúcido, mais maduro e principalmente, mais livre. Porque aqui voce pode mais. Sera que a habilidade que poderia te salvar nao eh justamente aquela que vc jogou fora junto com o nome de quem te machucou? Quantas versões suas estão presas so porque vc decidiu apagar tudo de quem te feriu? Inclusive o que poderia ter te fortalecido?

Bora pra vida, que ela é justa e esta me esperando!

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Um novo recomeço

 Essa é a graça da vida: sempre dá pra recomeçar.

10 anos de O Despertar de uma Mãe. E seguimos despertando, adormecendo, despertando...e está tudo bem. O que não pode é desistir. Sempre tentando, buscando, melhorando, mudando, crescendo, evoluindo.

Eu não sou mais a mesma mãe de 10 anos atrás. Meus filhos não são mais o mesmos hahaha. Eu tinha 1 filho só e nem conseguia imaginar onde minha vida estaria 10 anos na frente. E aqui estou, cheia de história pra contar. Onde estou? Jamais poderia imaginar. Os planos mudaram, os sonhos mudaram, os objetivos e motivos mudaram. E o aprendizado? Só o que eu aprendi sendo mãe de 3 já seria o suficiente para me diplomar na vida.

Mas, a vida é muito mais longa do que uma década. Tem muito mais pela frente ainda. E pra onde eu volto? Escrever no meu blog. Aqui é o meu lugar, e eu sempre vou voltar escrever alguma coisa, desabafar, contar um causo, ventilar as ideias, reclamar ou compartilhar.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Quem esta com as redeas?

Post escrito em 21/12/2015, por alguma razão não foi postado...acho q faltou terminar, mas segue assim mesmo...

Quem esta com as redeas, com a direção, com o comando da sua vida, da sua casa, dos seus filhos, do dinheiro, da comida, da roupa, etc? Quem? Voce?

Voce alguma vez ja sentiu que perdeu as redeas? De alguma coisa apenas? De varias? Ou de tudo ao mesmo tempo? E o que vc fez? Desistiu de tudo para sempre? Ou retomou cada coisa aos poucos?

Gente, quando acontecem mudanças, ou quando alguma coisa foge do controle, eh normal perder um pouco as redeas, ou entrega-las para alguém, ou simplesmente perder, soltar. Mas tem coisas que não podem ficar soltas e largadas por muito tempo, a gente precisa retomar, assumir a responsabilidade, tomar uma atitude e ficar no controle novamente. Alias, tem coisas que não podemos nem demorar muito. Mas mesmo assim tudo tem jeito.

Primeira coisa eh perceber o que ta solto, o que ta precisando de voce.
Eu ja senti isso na minha vida varias vezes. E eh muito boa a sensação de retomar as rédeas de novo.

Vamos a alguns exemplos.
Como eu sinto que perdi as redes da minha vida? Quando começo a achar q não estou feliz, quando tenho sentimentos estranhos de que algo esta errado, quando parece que não consigo decidir e tomar minhas decisões sozinha, quando acho que preciso fazer mais por mim, etc. 

E quando você ouve falarem mal dos seus filhos?

Pois é, se você não passou por isso até pode pensar e imaginar que é impossível, mas te garanto: pode acontecer sim. E aí, como a gente fica?

As vezes pode até não ser bem falar mal, mas uma reclamaçãozinha, um comentário meio torto, uma ofensa sem intensão (percebeu que eu tô tentando aliviar pro outro lado e não deveria, neh?). A verdade é que a maldade existe. Quem nunca falou mal de alguém que atire a primeira pedra. E se já é desconfortável ouvir sobre a gente mesmo, sobre nossos filhos é bem pior e mais doloroso. Pior ainda quando vem de alguém próximo. É tão indignante. E a gente fica procurando as razões que levaram a pessoa a falar o que falou, e por que falou pra nós ou perto de nós sabendo que ouviríamos.

Criação de filho é uma coisa interessante porque em todo lugar tem um palpiteiro de plantão, muita gente gosta de ficar de olho em tudo que nossos filhos falam e fazem só para encontrar um pontinho pra colocar defeito. E por mais super mãe que sejamos, não tem como sermos perfeitas. E por mais super educados que nossos filhos sejam, também parece que na frente dos outros, e principalmente dos buscadores de defeitos, eles viram do avesso que até a gente se surpreende. Não é verdade? hahaha

Bom, só registrando aqui o meu desabafo. Não podemos nos proteger e proteger nossos filhos da maldade do mundo. Não tem como evitar críticas e reclamações. Mas podemos escolher não ligar, não nos importar, não nos afetar. Afinal, ninguém vive nossa vida, escreve nossa história, cria nossos filhos, está nas horas mais difíceis, paga nossos boletos, acorda a noite, cuida de criança doente no nosso lugar pra merecer dar sequer um palpite. Ergamos a cabeça e se preciso for defendamos nossos filhos! A mãe aqui sou eu!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Doce

Post escrito em 09/06/2014, nem imaginava que me tornaria uma confeiteira e boleira de mão cheia hahahaha


Faço loucuras por um doce. E o desespero que bate quando não tem um? Não sou muito de chocolate puro, tipo em barra. Só tem alguns que me viram a cabeça de verdade. Kit Kat, Lolo, Lancy, MilkWay e se for de barra de preferencia os com castanhas de caju. Prestígio, Chokito e Ferrero Rocher também vai bem. Uma trufa, huuummm, me dá água na boca. Mas quando eu penso em doce, o que me vem à mente primeiro mesmo é um bolo. Daqueles de confeitaria, com várias camadas, bem recheado, e de preferência com cobertura de marshmallow. Ah, isso sim me deixa doida e perdida! E a dieta fica onde nessa história? É ruim hein?! Lembrar de dieta nessas horas? Pare de se torturar. Só não vale ter vontade de doce todo dia e toda hora, daí já está abusando da minha boa vontade e defesa em favor de comer um docinho sem culpa!


Afinal, nós mães merecemos um docinho de vez em quando, não é?
Se a culpa for demais, me chama pra gente dividir! kkkkkk

E aí, você também é chegada num doce? Qual? Chocolate? Come sempre? Escondido? Ahhh conta pra gente!

Não vai de um jeito? Vai de outro!

            Sabe quando as coisas começam a querer dar errado? Parece que é a vida te testando pra saber até onde você aguenta mesmo.
            Eu costumava me entregar rápido mesmo, ao mínimo sinal de obstáculo já vestia a derrota e desistia até do que eu nem tinha começado. E o dia seguia vazio, sem eu fazer mais nada. E muitas vezes continuava em inércia no dia seguinte, e no outro, e no outro, às vezes até ficando uma semana inteira sem fazer nada, só dormindo, comendo e me arrastando pela casa.
            Mas hoje não, hoje eu estou fazendo diferente. Eu encaro de frente. Não deu de um jeito, tentamos de outro. Não deu também? Que tal tentar outras coisa? Muda o foco, muda a tarefa, se distraia com outra coisa, esquece, deixa pra lá, supere!
            O carro quebrou? O arroz queimou? O cabelo tá ruim? Vá de ônibus, chame um táxi. Jogue fora, comece de novo, faça um macarrão, coma pão ou peça uma pizza. Faça um rabo ou um coque bem lindo e arrase! Coloque sua música preferida para tocar, ou se a circunstância permitir, pare tudo para assistir um filme, um seriado. Ou fique em silêncio. Vale tudo para se renovar. Respire fundo, bem fundo. Oxigena o cérebro, faz bem. Procure o lado bom, seja positiva, fique calma, viva o momento. Pense em qual reação e atitude te deixará orgulhosa de si mesma depois. Se você tem problemas com a balança comer nessas horas só piora a situação. Se você tem algum vício, alimentá-lo também não é uma boa opção. Se puder saia dar uma volta, nem que seja em volta da quadra e mesmo que esteja chovendo. Acredite, você voltará renovado.
             E filho não é desculpa nem impedimento. Aposto que ele(s) também vai(ão) curtir a sua música preferida, não vão se importar de comer outra coisa, e com certeza vai(ão) adorar um passeio no carrinho. Se sua atitude for positiva ele(s) vai(ão) colaborar!

Mergulhar em si mesma

 Você já sentiu vontade de parar tudo e mergulhar em si mesma por um tempo?

Olhar pra dentro, ouvir a própria respiração, prestar atenção no próprio coração, reparar no que esta sentindo... nao da vontade?

Hoje deu. Vontade de voltar pra mim. Vontade de me sentir, de me ouvir por dentro, de parar, ficar quietinha. 

E quando bate essa vontade, a gente consegue respeitar? Difícil. Muito difícil. Sao tantas coisas, tantos requerimentos o tempo todo, tanta presença exigida e tudo que mais queremos é apenas nos retirar pra dentro.

E como é necessário esse momento, esse mergulho. Pra gente se renovar, se reconectar, se reabastecer, se energizar de novo. É como um mergulho gostoso no mar, naquela agua salgada gostosa que lava a alma da gente.

Esse ano preciso praticar mais desses mergulhos em mim mesma, investir mais nesses momentos tao ricos e importantes. Pra voltar renovada para o que precisa de mim do lado de fora. E olha que tudo que precisa de mim aqui fora fui eu que escolhi assim, fui eu que sonhei com isso e fiz tudo pra que fosse exatamente assim.

- pausa para uma pequena interrupção: fui requisitada.

- um suspiro para retomar. onde eu parei mesmo?

E assim seguimos. Reclamando um pouquinho, mas com gratidão pelas conquistas, por estar onde estou, por ser quem eu sou, pelos papéis que posso exercer e pela diferença que eu posso fazer para alguém.

sábado, 27 de janeiro de 2024

Ainda aprendendo...

 Quando nos tornamos adultos, saímos da casa de nossos pais e vamos para o mundo, precisamos aprender a cuidar de nós mesmos. Por melhores que nossos pais tenham sido em nos ensinar sobre as coisas da vida, tem coisas que só aprendemos na prática, vivendo, experienciando, sentindo, saboreando. Principalmente quando estamos em um relacionamento a dois, e quando nascem os filhos, as coisas se intensificam. O outro é nosso espelho e nos mostra nossas falhas, nossos buracos, nossos defeitos, nossas faltas, o que mais nos falta e que nós mesmos precisamos completar. O outro só está ali para nos mostrar, não para nos completar. O outro precisa de nós por inteiro, não metade. Nossos filhos precisam de nós inteiros também. Porque quando nos doamos apenas pela metade para eles, eles não ficarão inteiros e sempre haverá essa falta. 

Eu queria ter descoberto essas coisas lá atrás, para que eu tivesse tempo de me completar para o meu parceiro de vida, e para os meus filhos, para que eu pudesse estar inteira para eles desde o começo. Mas eu não sabia. A única coisa é que eu sentia que faltava alguma coisa, mas não sabia exatamente o que era. Ao longo do tempo descobri o que era e ainda assim não sabia como fazer, como me reconstruir, como me completar, como me maternar. Ainda estou aprendendo. E o que tem estado muito claro para mim é que tem coisas que hoje só eu posso fazer por mim. E hoje tem coisas que só eu posso fazer pelos meus filhos. Eu preciso cuidar de mim, para cuidar deles. Ninguém vai cuidar de mim e eles ainda não sabem cuidar deles mesmos. Eu preciso ser adulta, preciso ser MÃE, minha e deles. E como mãe, preciso dar o meu melhor, por mim e por eles. Colocar limites, regras, ser firme, determinar a hora certa das coisas, regular alimentação, higiene, rotina, minha e deles. Brigar quando precisa, ensinar o certo, ser um exemplo, agir, equilibrar emoção e razão, passar segurança, mesmo que eu não saiba o que estou fazendo. Eu preciso disso, e eles também.

Pensando bem, parece que tem mães por aí agindo tão naturalmente, fazendo isso tão bem, sendo mães de si mesmas e de seus filhos sem esforço nenhum. Ou será que é ainda porque tem suas mães por trás dando o suporte necessário? Só sei que quando meus filhos crescerem, eu ainda estarei aqui pra eles, e continuarei buscando aprender a me completar e dar sempre o máximo pra eles. Mesmo que demore, eu continuarei tentando. Um dia, veremos o sucesso dessa empreitada. Eu estarei sempre por perto, sempre darei o suporte que eles precisarem e completarei o que lhes faltar.

Meus filhos não podem esperar eu ser mãe de mim mesma, para depois ser mãe deles. Eu preciso aprender a fazer as duas coisas simultaneamente. Tapar buracos, ressignificar ausências e dores, perdoar, ser feliz. O mais importante é ser feliz com o que se tem hoje, com o que se pode ser hoje, não importa o resto, precisamos apenas ser felizes!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Lançamento do meu E-Book!

 É com grande alegria que eu venho deixar registrado aqui que meu primeiro e-book está pronto e vou começar a divulga-lo!!

Comecei o ano de 2024 com a meta de escrever um e-book curtinho, enquanto meu livro grande não sai. E no dia 17 de janeiro ja consegui finalizar o meu primeiro e-book! E logo vem mais e-books, estou bem empolgada e animada e cheia de ideias de projetos para compartilhar mais e mais com o mundo o que eu sei, o que aprendi e o que tenho vivido.

Uma pergunta que muita gente me faz: Como eu dou conta de tudo? Isso me inspirou a escrever um pequeno e-book contando um pouquinho sobre mim mesma e dando algumas dicas sobre como dar conta de tudo, que é impossível, mas é possível dar conta de muita coisa sim!

Especialmente ano passado, eu estava estudando online, fui aceita em uma universidade americana, e apesar de ter colocado mais um prato para equilibrar, eu consegui! E foi muito bom! Claro, que nem tudo foi perfeito o ano todo, tivemos dias de caos, de bagunça, de cansaço, mas no fim das contas o saldo foi positivo!

Se voce quer saber mais sobre o meu livro, segue o link da pagina de venda dele e fique a vontade para compartilhar com quem você acha que pode estar precisando dessas dicas, ou só divulga mesmo! 

Como dar conta de (quase) tudo - por Ellen Nellie.

E se quiser acompanhar mais o meu trabalho e meus posts no Instagram sobre maternidade, dona de casa e empreendedorismo, segue meu Instagram!

O Despertar de um Mãe no Instagram

Aproveita e me envia seu comentário me contando o que achou da novidade, pode ser por aqui, no Instagram ou por direct, vou adorar saber!

Até mais!

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

A incrível sensação de Despertar

 O que é despertar? É quando você acorda para evoluir, para fazer diferente e melhor, é quando você sente que deu um passo pra frente, quando você alcança uma vitória, quando você vence um desafio, quando algo que estava ali na sua frente e você não via e de repente você consegue ver e faz muito sentido. E pode ser muitas coisas mais. Só sei dizer que a sensação é TÃO boa! 

O Despertar de uma Mãe ja faz mais de 9 anos que foi criado e sempre venho despertando para algo ao longo de todos esses anos. Por alguns períodos fiquei desligada, desconectada, mas sempre sentia que precisa acordar de novo. E buscava isso e fazia algo para ajudar. As vezes, precisamos fazer uma mudança para sentir melhor o despertar, tentar coisas novas, respirar outros ares, fazer uma pausa, grande ou pequena. Cada despertar traz uma necessidade. Pode ser apenas fechar os olhos por alguns segundos e olhar pra dentro. O mais importante é se conectar com você mesma e respeitar seus próprios sentimentos. 

Já me peguei pensando se algum dia nao precisarei mais despertar. E confesso que esse pensamento volta várias vezes. E eu sempre acho que não vai ter fim. Afinal, evoluir faz parte do propósito de nossa vida, deve ser um caminhar sem fim. Se chegar o dia em que nao tivermos mais nada para evoluir, para despertar, estaremos perfeitos e prontos para partir para o próximo plano.

Estar aqui escrevendo de novo no blog depois de tantos meses sem atualizar, é um despertar. É lembrar o quanto eu gosto disso, do quanto isso faz parte de mim e do quanto me faz bem quando faço. É realmente uma sensação incrível!!

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Gratidão por mais um dia

 Esse nao é meu horário normal de ainda estar acordada e ativa, mas estou tão cheia de gratidão que resolvi dar uma passadinha aqui.

Hoje foi um dia atipico. Acordei diferente, pensando, preocupada. Logo que sai pela manhã senti que devia me desviar do meu caminho habitual e fazer coisas diferentes. Voltei pra casa e tava pensando muito em uma amiga, um pensamento assim de preocupação. Mandei mensagem pra checar se estava tudo bem e se eu podia ajudar em algo e eis que logo recebo a resposta de que as coisas estavam um pouco difíceis hoje com 3 crianças dando mais trabalho que de costume, dois doentes e um que tinha feito xixi na cama. Ofereci para levar almoço pra ela e assim seria uma coisa a menos pra ela se preocupar. Pensei que meu dia estava tranquilo e eu teria tempo de sobra na minha manhã para preparar uma refeição bem gostoso e completa pra minha família e pra dela. Eu estava feliz e animada em poder ajudar.

Eis que então meu telefone toca, uma emergencia me chamando, precisei sair correndo. Nada com as crianças, era minha mãe, emergencia medica. Ela caiu na rua e precisava tirar raio x da mão. No fim, deu tudo certo, foi atendida, medicada e diagnosticada, nada muito grave. Mas e o almoço da amiga que eu tinha prometido. Fiquei fervilhando de pensar e tentando ter uma ideia. Nao queria mandar uma marmita. Tive a genial ideia de fazer algo mais simples, uma macarronada. Melhor do que nada, neh? Enquanto minha mãe ficou sendo atendida no medico, corri em casa e preparei tudo. Deu certo. Consegui entregar, buscar minha mãe e ainda chegar na escola a tempo de pegar as criancas sem atraso.

Voltei pra casa, coloquei minha mãe pra descansar e preparei uma refeição rápida para nós e as criancas. Rápida mas gostosa, que todos comeram bem. Ajeitei tudo e só correria, porque hoje é dia que as criancas tem aulas extras de natação, karatê e ginastica rítmica e eu me jogo com eles pra lá por varias horas e voltamos bem a noite ja na hora de dormir.

A noite, cheguei em casa e tava muito frio. E eu que ja estava pensando desde a tarde por varias coisas boas de hoje, acrescentei ainda mais muitas coisas na minha lista de gratidão hoje. E como é gostoso chegar ao final de um dia agitado, fora do normal, mas com o coração quentinho e grato por eu estar em paz, por tudo estar bem, por estarmos em casa seguros, quentinhos, por termos sido protegidos, por eu ter sido guiada a fazer o certo e o bem. Eu gosto de fechar a casa a noite e sentir que estou fechando nao só portão e a porta, mas eu visualizo que estou me trancando, me fechando, me protegendo, o mal fica lá fora, aqui nao entra o que nao precisamos. Aqui dentro estou eu e minha família protegidos, quentinhos, unidos, nada nos falta. Tem coisa melhor do que esse sentimento?

Hoje só quero tomar meu banho quentinho, deitar na minha cama gostosa e dormir tranquila. Uma noite em paz com a vida, em paz comigo mesma. E com a esperança de amanha ter um dia mais calmo, e ao mesmo tempo confiando que o dia de amanha me espera com o que eu preciso.

Gratidão. Gratidão. Gratidão. 🙏🙏🙏

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Quem cuida da mãe?

 E ai, quem cuida da mãe?


Essa é uma questão muito interessante. A mãe diante da criança é "a grande", é quem cuida, protege. A criança nunca pode se sentir responsável por cuidar da mãe, porque senão ela ocupa um lugar que não é o dela. E quando isso acontece tudo fica confuso, até a mãe se perde em seu papel.

E como conserta? Colocando cada um no seu lugar.

Quem cuida da mãe? Deveria ser a mãe da mãe. E quando não há? Ela mesma se cuida.

Ninguém é responsável por cuidar da mãe, apenas a mãe dela. 

Ah, mas e o pai? O pai é pai da criança, não da mãe. Da mãe ele é marido, companheiro, parceiro. Mesmo se o relacionamento acaba entre o pai e a mãe, a parceria diante da criança deve continuar. Eles são iguais. Não existe um grande e um pequeno, um que cuida, um que é responsável pelo outro. Ambos se apoiam, se cuidam, se protegem, se apoiam. Pai é apoio de mãe. Apoio é diferente ser responsável por cuidar e suprir todas as áreas da mãe. A mãe cuida dela mesma. O pai é apoio apenas, esta ali do lado, as vezes até suprindo o necessário para aquela mãe viver a maternidade, mas não é sua responsabilidade suprir emocionalmente 100% aquela mãe. Se ela não consegue, precisa de ajuda sim, mas não só do pai.

E então eu levanto outra questão: quando a criança se coloca no papel de mãe da mãe, sem querer, sem saber, caiu ali e ficou. E cresceu e teve filhos. Nunca teve mãe que cuidasse, procurou em todos os relacionamentos alguém que lhe cuidasse, que suprisse aquilo que ela não tinha. E não tinha por que? Porque a mãe não deu, estava apenas recebendo, e ainda colocou na criança essa responsabilidade. E essa criança que agora é mãe de seus próprios filhos, percebe que não tem muito o que oferecer, sente que não sabe exatamente como ser mãe, afinal ser mãe de adulto criado é bem diferente de ser mãe de criança. E além disso, uma mãe que nunca recebeu, vai ter o que pra oferecer? Ela acaba por oferecer tudo o que lhe resta, afinal, seus filhos são o que há de mais importante. Mas, o tudo é pouco, eles precisam mais, não é suficiente. Essa mãe então precisa ser, mais do que nunca, mãe de si mesma. Precisa olhar pra dentro, se organizar internamente, se cuidar, se amar, suprir sozinha suas necessidades, para por fim ter o que oferecer aos seus filhos.

E os dias passam tão rápido, é tudo tão corrido, o tempo parece tão curto. Essa mãe não da conta. Na verdade ela até dá conta, mas fica sempre faltando alguma coisa, algo fica incompleto, inacabado, pendurado para fazer depois, ou até mesmo esquecido. Parece que muita coisa sempre esta sendo adiada, empurrada com a barriga. E o problema continua ali, no meio, como um elefante na sala que ninguém quer cutucar e empurrar pra fora. Acaba ficando cômodo, confortável, mesmo que apertado. E a vida vai passando.

sábado, 7 de maio de 2022

Escolhi EU

 Véspera de Dia das Mães, nada melhor do que escrever um pouquinho.

Estava aqui pensando sobre o meu processo de cura e resolvi compartilhar.

Todos nós precisamos de cura emocional, todos nós temos algo em nosso subconsciente que atrapalha um pouco nossa vida, o nosso consciente. Não é possível que exista um ser humano que tenha somente  memórias de uma vida e infância perferitas, que tenha tido uma criação sem erros, sem traumas, sem nada de errado. Isso não existe. Nem mesmo quem trilha o caminho do autoconhecimento e descobre como fazer certo com os filhos, nem assim consegue acertar em todas as coisas. Erraram conosco e nós vamos continuar errando, e nossos filhos também errarão com seus filhos. E todas as tentativas são sempre com a intenção de acertar, e ta tudo bem, tudo certo. Ninguém é perfeito e nem tem que ser. O que não é essa vida senão um eterno aprendizado. Os tempos mudam, as crianças mudam, a criação muda, e sempre vai ter algo a ser corrigido. Enfim....

Voltando ao que eu queria falar.

Por que eu comecei a buscar cura?

Porque um belo dia eu percebi que precisava dar mais pro filho, e eu não tinha mais. Eu precisava de mais espaço dentro de mim para a maternidade como um todo, e não tinha. Tinha bagunça, tinha falta de conhecimento sobre ser mãe...ou talvez esse nem seja o jeito certo de falar, porque conhecimento a gente corre atras, hoje tem a internet com tudo. Não era bem isso. Eu não tinha muito parâmetro de maternidade pros dias de hoje, pro meu filho, eu não tinha um norte, sei la. Faltava algo. Emocionalmente eu não estava disponível para ele. E nesse processo veio a depressão, o pânico e meio que uma loucura junto. Nas minhas piores crises eu pensava o que estava fazendo aqui, como Deus tinha me concedido filhos se eu não tinha condições nenhuma de ama-los e cria-los, e atender suas necessidades emocionais. Então, vamos buscar a cura, porque esses pensamentos não são normais e certos de se ter, especialmente quando vc tem seres pequenos que dependem de você. Bora ser saudável e parar de loucuras! Então eu comecei a minha caminhada. Não tinha ideia nenhuma de qual caminho me levaria para algum ligar diferente de onde eu estava, mas eu precisava começar, dar um passo em qualquer direção e depois descobrir se era a direção certa. Na verdade, o primeiro passo foi a negação, por um tempo eu tentei me convencer de que eu não tinha nada e que eu podia sair sozinha, so prestar atenção. Lembro ate que naquele ano eu comecei com uma meta de ter muito foco nos meus filhos, de ignorar todo o resto e prestar atenção em suas necessidades. Mas foi tão difícil, porque parecia que quanto mais eu tentava, mas eu caia e focava em mim mesma, mais o alvo virava pra mim, mais eu ficava doente, mas eu me sentia vitima das situações, mais eu precisava chamar a atenção, etc.

Demorou muito para eu entender que o negocio era mais serio, e que sozinha não tinha como eu sair do buraco, que ficava cada vez mais embaixo. Hoje quando lembro desse tempo...eu nem gosto de lembrar. A primeira ajuda que eu encontrei foi na homeopatia. E valeu a pena. Foi lento, depois de um tempo começou a me levar pra outro lado que não gostei e parei, mas o principio valeu muito por dois motivos: primeiro que minhas bolinhas homeopáticas manipuladas era de uma substancia que tinha uma lenda por trás do nome e ao pesquisar sobre eu descobri um artigo (em inglês) de 19 paginas que me descreviam. Fiquei chocada, mas certa de que estava no caminho certo. Segundo porque foi na mesma época que minhas crises de vesícula se intensificaram e eu precisava entende-las, e meu homeopata me convenceu de que era emocional, e que eu precisava me curar antes de remover a vesícula. Pois bem, em seguida, um soma de perdas intensificou muito as minhas crises de depressão e pânico e decidi procurar ajuda de psiquiatra e remédios. Os remédios me deixaram muito grogue por um mês, e quando tive a esperança de que ia começar a fazer melhores efeitos depois de quase um mês de uso, descobri que estava gravida e tive que parar com tudo. Hoje sou grata por isso, pela minha filha que veio, e por ter parado com o remedio que não era pra mim. A caminhada foi longa ate chegar em como estou hoje, sem remédios e sem crises de pânico. Teve microfisioterapia, nova medicina germânica, constelação familiar, livros, busca por autoconhecimento, cursos e hipnose.

Tudo isso pra chegar no ponto em que eu estava pensando agora pouco. A cura é um processo. Eu não estou curada. Apesar de não precisar de remedio e de não estar fazendo terapia regularmente, o processo ainda esta acontecendo, eu preciso estar me policiando constantemente e observando tudo o que sinto, como eu reajo, como eu lido, o que me afeta e tudo mais. É cansativo, exaustivo as vezes, mas muito necessário para não regredir. E hoje, nesse dias das Maes, eu resolvi fazer algumas escolhas diferentes, algumas renuncias, e me colocar numa posição diferente. Eu resolvi fazer diferente, olhar mais pra mim, pra dentro, aceitar e atender os meus desejos, acreditar que eu mereço, que eu tenho valor, que eu sou boa, que eu sou MÃE também e mais que isso...dar isso de presente para os meus filhos: a mãe deles se cuidando, se amando, se preocupando e se colocando em prioridade. É o meu dia das Maes em que eu mesma resolvi me presentear. E o meu presente que eu me dou é não querer resolver tudo, é deixar que outras pessoas também resolvam, é fazer o bolo gostoso que me deu vontade de comer, é andar na frente e não atras como de costume, é comer pizza no cafe da manha e sorvete no almoço, é olhar no espelho e me aprovar, é me expressar sem medo do que vão pensar, é andar de cabeça erguida sem me preocupar se tem alguém me olhando e o que estão pensando, é andar confiante e de bem comigo mesma, é dizer não quando não quero, e dizer muito sim para o que eu quero.

E que esse seja um exercício que eu comece a praticar mais. E que vc, mãe, que esta ai do outro lado, tente fazer também!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Você sabe da força que tem?

(Post escrito em 2017 e que por algum motivo ficou apenas salvo como rascunho)

Eu te pergunto e gostaria que você realmente pensasse sobre isso: Você sabe a força que tem? Você sabe do que você é capaz de enfrentar, aguentar e vencer?

Há um tempo atrás eu escrevi um post falando sobre mulheres fortes, mulheres guerreiras (clique aqui), o quanto admiro as mulheres assim e como eu gostaria de ser como elas. E como a gente aprende e adquire essa força, essa coragem de encarar a vida, os problemas, os fracassos?

Hoje me olho no espelho e vejo uma mulher muito mais forte do que quando eu comecei a escrever esse blog e comecei a falar sobre o despertar de uma mãe. O despertar me ensinou a buscar uma força que eu não sabia que tinha. Eu aprendi como me fortalecer diante das coisas mais difíceis.
Pode ate parecer meio clichê, afinal todo mundo vai ficando mais forte com o passar dos anos, não tem como passar pela vida sem aprender, sem crescer, sem ficar um pouco calejado com algumas coisas. Mas é tao bom quando você se vê numa situação e você encara de uma forma bem diferente de como encararia antes, porque você aguenta mais, você sabe que vai passar, você sabe mais como lidar, inclusive com você mesma.

De onde vem a nossa forca? Vem primeiro do querer ser forte. A gente não pode ser uma coisa que não quer. E então eh preciso começar a praticar.  Ninguém se torna uma fortaleza de uma dia para o outro, eh preciso muito exercício e esforço e focar na meta.

O mais importante eh tentar não reclamar. Eh difícil, principalmente para nós mulheres, que reclamamos sem nem perceber muitas vezes. Reclamar eh tao básico para nós. Mas quando a gente se policia nesse aspecto e passa a ver a vida com outros olhos, sendo mais positiva ao invés de reclamar, nossa força aumenta.

E isso vale para todos os aspectos de nossa vida. Mas, se você achar muito difícil va devagar, mude um pouco cada vez. Se reclamar do marido, tente olhar mais para suas qualidades. Se reclamar da família, se esforce para ver o que cada um tem de bom, lembre dos bons momentos que ja tiveram juntos, tente resgatar as coisas boas. Se reclamar dos filhos, das crianças, do cansaço e da falta de tempo por causa deles, tente pensar que é uma fase e que logo passa, logo eles crescem e logo não estarão mais em casa.

Sim, voce pode! Voce tem uma forca extraordinária aí dentro, você so precisa encontrá-la e exercita-la.
Tem dias que a gente perde um pouco a forca, eh normal algumas situações nos tirarem do eixo, do equilíbrio. Mas nunca eh tarde demais para se recuperar e se fortalecer novamente.

Agora é hora de fazer uma lista das coisas que você quer pra sua vida, onde quer chegar, quem deseja se tornar, e começar a fazer a mudanças necessárias. No começo, vai parecer que você nunca vai conseguir, eh incrível como tenta nos convencer disso. Eh tao difícil! Você vai se sentir sozinha, perdida, sem rumo. Mas, eh como li uma frase esses dias que dizia que uma flecha tem q ir para trás para pegar impulso, ate acertar o centro do alvo. E como estamos começando, não vamos acertar o alvo de primeira, eh muito difícil, precisamos treinar, e a cada nova flecha, um passo para trás para pegar impulso, ate conseguirmos!

Tudo é possível para quem acredita, busca, sonha e faz acontecer!
Vamos lá meninas, firmes e fortes, guerreiras e poderosas! O céu é o limite para nós!!

*Meu filho adora o Hulk. Hoje ele ate anda mais calmo com essa febre, mas teve uma época que ele encarnava o Hulk e não tinha quem segurasse. Ate me desafiava na hora de obedecer dizendo que era o Hulk e me enfrentava. Ele tirava uma forca não sei de onde. Eu ja estava ficando desesperada, não sabia como tirar isso dele, pois bem não tava fazendo. Ate que eu tive uma ideia, quando ele me disse de novo que era o Hulk e não ia obedecer, eu disse que eu era a Mãe do Hulk. Ele me olhou assustado. A partir daquele dia comecei a incentiva-lo a controlar o Hulk dentro dele, afinal o Hulk "de verdade" faz isso. Mas o ponto que eu queria chegar é que todas nós podemos ser mães de Hulks, Batmans, Homens-Aranha, etc, podemos ser Mulheres Maravilha. Somos as heroínas de nossos filhos, de nosso lar, de nossa geração, de nosso tempo!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

O presente é um presente

 É um clichê, todo mundo já sabe, ouve a toda hora: viva o presente!

Mas o que isso realmente significa?

Eu achava que vivia meus presentes diariamente. Quando descobri que não, foi um grande choque de realidade.

E como mudar a atitude? Como viver o que eu ja achava que vivia? 

Primeiro foi preciso me livrar da teimosia de que eu sabia o que estava fazendo, quando na verdade estava mesmo fazendo errado.

Bom, quando a gente não vive exatamente no presente, tem algumas razões: ou vivemos no passado, ou vivemos no futuro, ou vivemos no passado e no futuro. Em todas essas situações o presente é o mais distante. Entra dia, sai dia, muda a semana, o mês, o ano, e a gente está sempre no ontem ou no amanha e nunca no hoje. Se você vive assim, tem alguma coisa muito errada. E acredite, eu sei do que estou falando e tem conserto sim!

Como tudo na vida, a teoria é uma maravilha, mas a prática é bem mais difícil. Eu precisei de ajuda de terapia, de olhar pra dentro, e de querer mesmo viver mais presente nos meus dias, tanto pra mim quanto pra quem vive comigo, principalmente meus filhos. A mudança foi gradual e nítida. Meus dias passaram a ser melhor preenchidos e muito mais vividos. Quando estou presente no presente sou mais divertida, mais organizada, menos procrastinadora e parece que a vida flui mais leve.

Como é que se vive no passado? Vivendo só de memórias, de saudade, lembrando coisas que já passaram, querendo voltar no tempo e fazer diferente, ficar querendo entender situações vividas que não pudemos controlar, ficar querendo entender a nossa história ou o que fizeram para nós. A gente pode sim lembrar do passado, mas não precisa fazer isso o tempo todo, gastar tanto tempo com isso, e perder o agora, o presente. Quem é que gosta de perder um presente tão lindo e precioso? Ninguém pode mudar o ontem. Já foi, já passou. Aceita e olha para o hoje. 

E como é que se vive no futuro? A tal da ansiedade, de querer acelerar o tempo, de fazer tudo acontecer logo, de fazer mil planos e inventar milhares de condições, de fazer listas imensas de coisas para se realizar num dia que pode ser que nunca chegue, porque nunca é para hoje, é sempre para amanhã. E fica aquela ansiedade do amanhã chegar, e não se vive o hoje, não se consegue reparar no agora, no aqui, no presente.

Tenho 2 exemplos meus que ajudam a entender melhor.

Todo ano fazemos aniversário, aniversário de casamento, aniversário dos filhos, etc e tal.

Esse ano farei 35 anos. Hoje que eu vivo mais no presente, estou bem com a minha idade, não lamento ter passado tanto tempo e também não anseio pelos anos que ainda virão. Mas se fosse antes, quando chegasse o dia exato do meu aniversário, eu não estaria lá, eu estaria lembrando aniversários passados que foram bons e querendo repetir, ou estaria pensando em anos pra frente em fazendo planos impossíveis para determinadas idades que ainda estão mais longe de chegar. Entende?

Outro exemplo: esse ano fizemos 12 anos de casados, eu e o Leo. E foi a nossa melhor comemoração, a primeira vez que eu estava ali, presente 100% do tempo, de corpo e alma, sentindo o momento, sentindo a alegria e a gratidão por nossa jornada até aqui, por nossas conquistas, mas sem ficar lembrando de cada episódio da nossa história, e sem ficar fazendo planos mirabolantes para o futuro, afinal, quando estamos no presente, nada mais nos preocupa, além de viver o agora. Foi uma noite memorável, deliciosa e vamos recordar sim, mas sem parar o presente para reviver o passado. Outra coisa que foi diferente esse ano, que ao estar ali presente, não puxei nada que passou como costumava fazer, e isso acabava até gerando desconforto e muitas vezes nossas comemorações terminavam em brigas, discussões, e nós dois brabos ou chateados um com o outro. Dessa vez curtimos do início ao fim e foi perfeito. E eu percebi que não importa o que se faça para comemorar, se é uma grande festa, uma viagem, um jantar ou apenas um filme no sofá, é nossa atitude que faz o momento ser agradável ou não.


Enfim, eu tenho tido dias muito melhores.

Já faz anos que sigo a minha própria filosofia de "fazer uma coisa de cada vez", e parece que era um lembrete pra mim mesma que eu nunca entendi e consegui realmente praticar, mas estava ali me martelando sempre, até que finalmente entrou em prática e agora eu vivo um momento de cada vez. É ótimo para mentes ansiosas poder viver essa prática. Quando a ansiedade começa a querer dominar, eu puxo o meu mantra "está tudo bem, vai dar tudo certo, vai ficar tudo bem", e no fim tudo passa, tudo dá certo, tudo fica bem, de um jeito ou de outro, com ansiedade ou sem ansiedade, com estresse ou sem estresse.

Esse começo de ano trouxe alguns desafios interessantes...o início das aulas escolares e agora meus 3 filhos indo pra escola e ter que dar conta de tudo, providenciar tudo para os 3: uniforme, tênis, mochila, material, e todo dia prepara os 3. E eu ansiosa ja começo a ficar louca e cansada só de pensar. Mas a eu que agora vive o presente, para e pensa e resolve uma coisa de cada vez, com calma, com planejamento e dá tudo certo. Temos menos gritaria na hora de sair, conseguimos sair mais cedo e sem atrasos e raramente algo é esquecido que precisamos voltar. 

É muito bom me sentir viva dessa forma, aproveitar melhor os dias, a vida! Planejar menos e executar mais. Não deixar para amanhã o que eu preciso viver hoje, porque amanhã já serão outras aguas nesse rio, a correnteza corre depressa, a infância dos meus filhos não espera eu me consertar para enxergar eles crescendo, meu corpo não tem condições de esperar eu me tornar mais saudável para então me cobrar a conta, e assim por diante, use a imaginação para completar a longa lista dos prejuízos de não se viver no presente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

2022 começou

 E eu já comecei o ano não lembrando da senha de acesso a este lindo blog. Não lembrava nem o email. 

Mas agora estou pronta para dizer que o ano já começou e eu passei aqui para tirar um pouco a poeira e escrever um pouquinho.

Acho q faz anos q não escrevo, que não paro, que não respiro.

E não vou nem dizer que agora vou começar a fazer isso com mais frequência porque estaria mentindo, mas que eu tenho sim muita vontade de reativar as postagens aqui, isso eu tenho. Quase todos os dias eu penso em um tema de post e escrevo na minha cabeça, mas quando eu realmente acabo tendo tempo, eu ja nem lembro sobre o que era. 

Sim, essa sou eu, o mesmo estilo de escrever. Só um pouco mais sábia, mais doída, mais calejada. Mas, a essência, os sonhos, e mais algumas coisinhas que se olhar bem, ainda são as mesmas. Também posso dizer que sou mais vivida, mais curada, mais madura...e vou pensar em mais o que para aumentar essa lista. Ah, mais mãe tbm posso acrescentar. Agora já são 3 (ou 4) e tem muita história para atualizar.

Mas o que me trouxe aqui mesmo agora, hoje, foi que eu to muito precisando de uns novos despertares. Essa mãe aqui ta precisando muito dar uma chacolhada, fazer uma faxinona, e sem desculpas. Muito tempo fugindo, se escondendo e usando os filhos como desculpa. É hora de encarar, de me olhar mais no espelho, de respirar fundo mais vezes, de tirar velhos planos do papel, de realizar, de aproveitar, de viver ainda mais. 

Meus filhos são bençãos, são minha alegria, mas usei a maternidade como desculpa para me largar em muitos aspectos. Não culpo exatamente eles, mas me escondi na maternidade. Mesmo defendendo tanto o despertar de uma mãe, acabei cochilando comigo mesma. Despertei sim ao longo desses anos de maternidade, para várias coisas, umas levaram mais tempo, outras foram rápidas, mas foi tudo meio no arrasto da circunstancia, pouca coisa realmente buscada e absorvida. Credo, que papo mais complexo.

Bom, hoje eu to de volta. E é isso!